O amor é tudo amor ao redor realmente

Você é o meu melhor sorriso, a minha felicidade, é a força do meu coração. Você é a minha melhor amiga, minha amante, cúmplice e namorada. Você é minha musa, minha diva, minha mestre, minha inspiração. Você é a minha pessoa favorita no mundo, você é tudo para mim. Você tem todo o meu amor, por toda a minha vida. Afinal, o amor que ela cultiva começa a se tornar tão grande que ela sente a necessidade de espalhá-lo para as pessoas que estão ao seu redor. 6 atitudes de como cultivar o amor ao próximo Tão importante quanto desenvolver esse nobre sentimento, é fazer escolhas certas e ter atitudes adequadas, que realmente gerem impacto na vida das ... Com o amor em seu coração, é possível ter uma vida mais longa, pois o amor gera felicidade, bom humor, risadas, lazer e pessoas boas ao seu lado, tudo isso são atos que recuperam a saúde e te proporcionam uma vida mais feliz. Frases sobre o Dia Mundial da Gentileza Compartilhar Sentimento inesquecível Tudo floresce ao seu redor. Quando estou junto de ti, é como se vivêssemos em um conto de fadas, parece que as flores desabrocham quando estão na sua presença, os pássaros cantam mais bonito e o Sol brilha mais forte, aquecendo os nossos corpos e corações cheios de amor. Ao meu amor serei tranquilo, pois sei que mesmo sendo livre a paixão ainda vive e que mesmo não sabendo expressá-la, a intensidade não é amena e muito menos apenas, é a maior de todas. Sei também que esta paixão não é passageira, pois mesmo em tão pouco tempo, passamos por algumas viagens e delas só nos deixaram saudades e a ... Descontraídos, mas atentos para dialogar. Na intimidade do lar, envolvidos num convívio que torna possível a solução de conflitos. Mesa é lugar de se cultivar relacionamentos estáveis e duradouros. No diálogo informal, o amor de Deus será exaltado, na gratidão pelo alimento e na certeza da provisão, ao lembrar que Deus é fiel. Será que o amor que eu lhes tenho é realmente visando de coração o seu bem-estar eterno, ou será apenas uma expressão de afeto, por causa da satisfação que me traz a minha relação com eles? Quão genuíno é o meu amor? O valor e o preço de sua vida toda podem ser avaliados pelas suas respostas. — 1 Cor. 13:1-3. O amor engloba tudo. Poderíamos dizer que o amor engloba tudo. É um sentimento enorme, de grandes proporções, que nos permite sentir todo tipo de emoções até poder transformá-las em um carrossel, que dá sentido à nossas vidas. Por um lado, podemos dizer que ele engloba um número grande emoções porque devido ao amor podemos sentir de tudo um pouco: por Starkey Michelle. A canção dos Beatles, All You Need Is Love resumiu muito bem. O amor é tudo que precisamos, mas geralmente não é tudo o que queremos. Infelizmente, alguns de nós confundir o amor com outras coisas. Temos a idéia errada sobre o amor. Usamos nosso amor para manipular, controlar, e de outra forma desviar nossas energias. É sentir que fracassamos; que todo o amor e dedicação foram em vão. Dói, é verdade, mas mesmo assim luto contra a frustração e jamais vou desistir. ... Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. ... Falar no que realmente ...

Eu não estou suportando mais a vida

2020.09.22 07:06 vtze Eu não estou suportando mais a vida

A um bom tempo eu ja venho tendo essa sensação de insatisfação com tudo e todos, a muito tempo atrás eu passei por más situações +- na 5° série (2012), e desde então eu desenvolvi vários problemas mais não aceitava de jeito nenhum até chegar em um ponto em que literalmente eu desisti da minha felicidade para fazer as pessoas ao meu redor feliz independente de quem fosse, e até os dias atuais venho fazendo isso, so que cheguei a um ponto que eu não suporto eu mesmo, achando que tudo que acontece e por minha conta, me sentindo como se fosse a desgraça em pessoa e ao ponto de desistir do amor porque acho que não so o suficiente para a pessoa como se eu fosse apenas uma pedra no sapato de todo mundo, bom e isso eu realmente não ligo pra minha vida a muito tempo, obrigado por ler até aqui (realmente eu nao tenho ninguém pra desabafar)
submitted by vtze to desabafos [link] [comments]


2020.09.12 10:40 TiaSayu É pecado uma mulher não ser Feminista? Reflexão do chuveiro.

Vim aqui desabafar uma vez mais e ver a opinião alheia sobre o assunto. E saber o que as pessoas acham sobre este comportamento vindo do movimento Feminista.
!!!ATENÇÃO!!!Por se tratar de um assunto delicado e polêmico. Quero ressaltar que estou opinando com base no meu conhecimento próprio (Pois já fui feminista no meu tempo de escola) na experiência que vivenciei, e pela a própria analise (Sim, eu estudo sobre o assunto). Apenas acho interessante compartilhar minha opinião e discutir de forma saudável com outras pessoas... Então pessoal, paz e amor nos comentários ♥
Então pessoal, vim aqui questionar e tentar fazer um pensamento filosófico com as mulheres (Homens também podem deixar sua opinião sobre o assunto) Sobre este movimento que tem ganhado fama e força nos últimos anos. Fui feminista na época de colegial e notei uma certa estranheza vindo do comportamento de minhas ''amigas de batalha'' com relação as pessoas ao seu redor... Eram extremamente arrogantes em muitos sentidos: Não aceitavam ajuda de homens, apenas de mulheres; Questionava e implicava sobre qualquer oportunidade minima que podiam; Julgavam continuamente garotas de ''família'' que claramente eram mais conservadoras em alguns sentidos, tentava de diversas maneiras, configurar a estética das pessoas (''Não use sutiã'' - ''Sério que você vai usar vestido?'' - ''Ah corte o seu cabelo.'' );Tendo aquelas que não se sentiam representadas pelo o movimento também sendo um alvo em potencial, e dentre outros comportamentos levemente desagradáveis e sem qualquer educação. Após presenciar isto comecei a notar que, em algumas situação, eu não era tão diferente. A ideia de independência pessoal que eu tinha era completamente distorcida e grosseira, do qual anulava minha humildade de modo geral. Senti que tinha algo errado e que eu deveria tentar ver e estudar mais sobre... Comecei a conversar com pessoas cujo não eram do movimento, e captei opiniões de cada um sobre o mesmo tema, e o resultado me surpreendeu pelo o simples padrão de comportamento que cada depoimento transmitiu.
Resumidamente, os depoimentos de modo geral contam com a maior parte a agressividade tanto verbal e até mesmo Física! A falta de empatia em si, comportamentos muito na defensiva, negação de qualquer opinião opositora, e contradições nos ''fatos'' vindos da boca de feministas diferentes (Aquele famoso ''Ah, mas o meu feminismo não é assim'' e etc). Após isto refleti um pouco mais, e realmente encontrei tais semelhanças nos boatos, usando de exemplo até mesmo as redes sociais (Que costuma ser pior, envolvendo até ameaças com o uso da violência. Sim galera... Mulher desejando estu*** para a outra... e ódio gratuito ''O que não é uma novidade...'' ) Não satisfeita, pesquisei na internet, livros, historiadores, peritos no assunto de ambos os lados da ideologia, tanto daquele que é contra quanto de quem é favor, e assim por diante...
Não irei revelar o que eu descobri, pois acredito que: Aquele que não quer ouvir criticas sobre algo que defende, não vai de fato, pesquisar os contras. Quero que as pessoas pesquisem por elas mesmas e que adquirem o habito de sempre questionar, sempre perguntar se realmente o que ela defende é o certo, ou apenas um calor do momento ou influência de pessoas importantes.. (Outro motivo tbm, é por que existe MUITO... Mas MUITO material para ser pesquisado. Se eu for escrever tudo o que eu descobri, o texto vai ficar maior do que já está....)
MINHA VISÃO SOBRE O TEMA EM GERAL:Para mim, mulher nenhuma precisa do feminismo. NENHUMA!A mulher, ela tem que aceitar a essência natural dela. Ela tem que entender que sinônimo de mulher forte não é condenar costumes tradicionais, defender o abor**, contrariar religiões, forçar as pessoas a se converter para o movimento e mudar quem elas são... Dividir os gêneros e desejar a extinção de uma delas (MULHER= BOM/ HOMEM= MAL), e ainda mais, banalizar a família e a famosa ''dona de casa'', defender e incentivar garotas a serem ''surtadas'', atacando outras que não são feministas e todos os homens que lhe convêm... Aonde o empoderamento é a traição (Pega todos) e o divórcio (Na visão habitual. Isso significa que não são mais escravas da casa, e que estavam ''presas'' pela aliança do casal e pela as próprias crias.'')Ou seja... DESTRUIR O QUE É DE FATO, UMA MULHER.
Entendam: A mulher ela é forte por natureza e não precisa sair as ruas gritando, ameaçando homens e mulheres para provar isto. O que seria do mundo sem as mulheres e seu amor e carinho? E sem os homens para testemunhar esse amor e protegê-las? Ou seja, SOMOS UMA DUPLA NATURAL QUE VIVE EM UM CICLO DE DEPENDÊNCIA INFINITA... em resumo, precisamos deles e eles precisam de nós... Mulheres tem uma essência tão bela que não é difícil de perceber em algumas. Elas transmitem o amor, carinho e a preocupação com todos que consideram. São capazes de dar a vida por quem amam e não pensariam duas vezes ao fazê-lo, são seres que se esforçam para ser o orgulho e serem lindas do jeito que são. Elas são as companheiras da vida, aquelas com o poder de fazer nascer a piedade e a bondade no coração dos homens e tudo isso é prova deste da existência... Seres delicados que pouco importam se estão de calça, ou vestido, se é princesinha ou a rebelde irada... são fortes e incríveis do mesmo JEITO e merecem de FATO o Respeito. E MULHER NENHUMA precisa do feminismo para se sentir assim, pois elas JÁ SÃO ASSIM....
(Só avisando que do mesmo jeito que tem nego sem vergonha, não significa que a mulher é uma santa pura, não confunda as coisas....)
Achou mesmo que os homens ficariam de fora? Não mesmo ♥O que seria de nós sem os homens? Sempre dispostos a igualmente nos proteger e cuidar de nós, não por que mulheres são frágeis e indefesas... Mas sim por que há homens que realmente ama sua esposa, amiga, filha, irmã e mãe que, sem pensar, entregaria sua vida por elas. Lutaram nas guerras para que, muitas vezes, não fosse necessário nossa ausência. Trabalham para tentar dar uma vida de conforto e luxo para seus filhos e esposa, tentam agradar e afasta-la de esforços da vida... Sentem gratificação em dar dinheiro e presentes para esposa, não por que ela não é capaz de gerar o próprio sustento, mas sim, por ter o prazer em vê-la feliz e satisfeita... Há homens que também choram e mal conseguem viver quando sua flor falece, se sentem incapazes e mal tem forças para continuar. Há homens que trabalham PRA CARAMBA para ganhar muitas vezes quase nada... E ainda dar um agrado a esposa ou alguém que ama, pois é o sorriso dela que motiva a luta e traz o alivio do qual faz ele ganhar o dia. Homens de verdade se sentem incomodados quando uma mulher inocente é descriminada por outro e tentam defendê-la, assim como aquele que ama vai sempre te apoiar nas vitorias e nas perdas, sempre provando diversas vezes que você é a rainha dele e pronto!
Sim, existem homens e mulheres assim... Não somos inimigos mas sim feitos para coexistir e não dividir... Sei que o mundo é um ruim e tudo isso pode ser um sonho impossível... Mas esse tipo de pessoa recupera totalmente minha fé na humanidade e me faz entender cada vez mais que o feminismo é inútil, um câncer infelizmente.
Espero não ter ofendido ninguém (O que acho impossível) e espero que aqueles que não concordam, que pelo menos tentem entender o ponto de vista antes de me apedrejar e.e Estou disposta a entrar em derivações do assunto e discuti-los tbm ^^
submitted by TiaSayu to desabafos [link] [comments]


2020.09.07 02:50 Kl111w Estou muito confuso (🛑 ALERTA DE TEXTO HIPER SUPER MEGA GRANDE 🛑)

Bom, isso aqui vai demorar; então você que realmente não tá afim de ler um mini livro, acho que não vai valer a pena pra você hehe. Vamos lá, tenho 16 anos, meu pai é um sociopata que batia muito na minha mãe, já chutou ela ameaçou de morte e os krl, porém (surpreendam-se) ela se descobriu lésbica. Ela teve eu e meus dois irmãos com meu pai, mas depois que se descobriu lésbica começou a namorar minha madrasta enquanto ainda era casada com meu pai a cerca de 10 anos atrás. Quando minha mãe ainda estava com meu pai, ela tinha muito medo dele e por isso não queria pedir o divórcio; minha avó, minha madrinha e minha madrasta incentivaram ela e ela acabou pedindo, teve a separação de bens e tal, a guarda foi pra ela, e etc, etc, etc... meu pai não para de importunar não só ela como meus irmãos até hoje; ele teve criação militar e fazia o mesmo comigo e com meus irmãos, eu tinha que estudar até cerca de 2 da manhã e acordar às vezes as 6 para ir pra escola; era um INFERNO eu ODIAVA com todas as minhas forças aquela casa; bom mesmo o jeito com que ele """""educava"""" eu e meus irmãos ser uma bosta, era inegável que, querendo ou não, funcionava; minhas notas eram exemplares, ganhei competição de matemática, português, soletração e várias e várias medalhas de judô e jiu-jitsu, detalhe: eu odiava esses esportes, ainda mais por causa do professor que >literalmente< batia com um pedaço de cano de pvc nas costas dos alunos. Eu odiava muito meu pai porém ele tinha uma coisa que atraia eu e meus irmãos: $$$. Ele tinha muito dinheiro, então a gente viajava quase todo ano pra fora do Brasil; fui pro Chile 3 vezes, Paris 2 vezes, Roma 1 vez... sem contar as viagens dentro do próprio país que pra uma criança é o paraíso: Beto Carrero; Beach Park; já entrei literalmente dentro da Amazônia, mergulhei com golfinhos; fui pra Fernando de Noronha fazer mergulho profundo, nadei com tartarugas, vi os filhotes das tartarugas pelo projeto Tamar; fui pra cidade de gramado, já fui pro Sul, pro Paraguai, vi as cataratas do Iguaçu; eu tinha uma casa na árvore, um quintal com váááários brinquedos... Enfim, o dinheiro acabava compensando.
Mesmo assim, ver meu irmão quase sem conseguir andar de tanto apanhar do meu pai, a marca do chinelo certinha nas costas dele ao ponto de eu ter que dar banho nele e vários outros casos já estava enchendo a minha paciência. Minha mãe era meu porto-seguro, com ela eu era mais leve, eu via os problemas da vida indo embora, apesar de ela não ter o dinheiro do meu pai e não poder dar as coisas que ele dava, era um alívio enorme no meu coração poder pisar na casa dela e saber que ali, ALI eu tava seguro; sem gritaria, sem ordens 24h, sem ter que me preocupar em apanhar por ter deixado a caneta cair da carteira, ali eu tava de bem com a vida.
Eu e meus irmãos fomos crescendo e começou aquela história, processos e mais processos judiciais; minha mãe contra meu pai, meu pai contra minha mãe; se eu falar pra vocês que meu pai subornou uma escola CATÓLICA para criar um documento falso e colocar no processo vocês acreditam? Bom, aconteceu isso e muitas coisas mais, o problema é que eu sou idiota, eu tenho o coração mole e por mais que tudo que o meu pai fazia eu, lá no fundo, perdoava e me fingia de cego; pra mim era só uma pessoa triste que precisava de amor, assim como eu, antes da minha mãe me dar esse amor. Eu ficava com raiva do meu pai; mas aí ele vinha falar comigo e fazia aquela voz melancólica, uma cara triste e abaixada e ele SABIA que eu ia cair nisso igual um patinho, esse filho da puta SABE CARA, que ódio.
Bom, enfim, minha mãe quis morar aqui em Portugal comigo e com meus irmãos, longe de problemas, longe dos tiroteios do Rio, longe do meu pai. Ele ÓBVIAMENTE não queria isso de jeito nenhum, criou mentiras, contratou não sei quantos advogados, para atrasar o processo o máximo possível; para vocês terem uma ideia, minha mãe vendeu a casa que a gente morava pq precisava do dinheiro e fomos morar com a minha tia enquanto o processo não se resolvia; minha tia mora em um apartamento, meu pai tentou ALUGAR o apartamento DO LADO do da minha tia pra literalmente ESPIONAR o que a gente tava fazendo, eu até hoje não acredito nisso cara, parece que foi um surto coletivo meu deus do céu.
No fim, conseguimos vir pra Portugal e começaram os problemas comigo, vamos lá: eu sou muito tímido, não falo com ninguém e tenho minha auto estima muito baixa (obrigado pai), meu pai me xingava sempre de burro, idiota e tals e quando eu literalmente tirei 11 em uma prova que VALIA 10 ele só mandou o famoso: não fez mais que sua obrigação. Bom, eu não sou bom com pessoas em geral, e minha adaptação foi bem difícil; eu tô aqui a um ano e meio e tenho 2 amigos; um é brasileiro que se mudou pra cá e o outro é um SUÍÇO que nem sabe falar português direito aí eu tenho que ajudar ele. Eu gosto de ficar na minha e tals desenhando ou conversando sobre o sentido da vida e a insignificância humana; na aula de filosofia tinha tantas coisas e experiências que eu queria compartilhar com a minha turma que vocês não fazem ideia, só que eu sou tímido e levantar a mão para falar está totalmente fora de cogitação; teve um trabalho em grupo que eu tive que apresentar aqui que foi uma das piores experiências da minha vida; minha mão começou a suar frio, eu começei a tremer, minha voz começou a falhar e quando acabou a apresentação eu tive que ir correndo pro banheiro respirar fundo, contar até 10 e tal, eu tava quase desmaiando, sem zoeira.
Bom, nunca encontrei pessoas aqui igual meus amigos do Brasil, onde conversávamos sobre anime, pokémon, desenhos, quadrinhos, super heróis, vídeo game, e etc; a maioria da pessoas aqui são adolescentes e eles só sabem falar sobre uma coisa: SEXO; eu não aguento mais cara; minha irmã se adaptou super bem, ela é meio que famosa aqui por causa do Instagram e do TikTok, além de ser a pessoa mais extrovertida que eu conheço; eu fiz um post também lá no sexualidade falando mais sobre essa parte da história, pode dar uma conferida se quiserem também :-). Bom dando uma resumida eu nunca beijei ou transei ou bebi ou qualquer coisa desse gênero, eu odeio multidão então qualquer convite que me convide para uma festa ou algo assim eu recuso de cara (até pq, se eu fosse eu ia ficar no canto rezando para que aquele inferno acabasse); aqui a bebida é liberada depois do 16 então é uma putaria só, os cara transa, bebe, fuma cigarro, maconha e os krl, tô nem brincando.
No fim de tudo acaba assim, eu me sentindo sozinho, com aquela famosa carência, e eu acabo percebendo que eu tenho muita raiva de tudo; tenho raiva de mim, das pessoas ao meu redor, dos meus professores, da escola que eu vou me mudar, de como eu não deveria estar reclamando porque eu obviamente sou muito privilegiado em relação as outras pessoas. Minha mãe é programadora e a maioria dos clientes dela são restaurantes; por causa do corona eles estão sem clientes, sem clientes = sem dinheiro, sem dinheiro como que eles vão pagar minha mãe? Estamos passando por um momento muito difícil e pra mim que sempre tive tudo é meio que um choque de certa forma, mas eu acho bom, pq assim eu passo a valorizar mais o que eu tenho; mas voltando, eu me odeio desde que me lembro como pessoa, e sinto que tô só vivendo; tipo, literalmente só vivendo; se eu fosse definido por um estado ou se você me perguntasse o que eu tô fazendo agora, a melhor resposta eu acho que seria simplesmente: Existindo.
Bom, eu não vou entrar muito em relação a vida amorosa e tals pq tá no post lá no sexualidade. Eu queria falar várias outras coisas, mas meus dedos estão doendo já, e eu acho que se você tá lendo aqui, eu te fiz ler muito né? Kkkkk, desculpa.
Bom por hoje é só pe-pe-pessoal.
Mas agora sério, se você leu até aqui, obrigado, significa muito pra mim :)
submitted by Kl111w to desabafos [link] [comments]


2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
https://preview.redd.it/216yppdxq1l51.jpg?width=566&format=pjpg&auto=webp&s=e5378e193d4acd6aab19abf302c57accc2e82527
Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
submitted by SpeedHS11 to Livros [link] [comments]


2020.09.02 01:07 Lootlance Minha mãe me escutou falando sozinho

Texto bem informal mesmo, ainda mais porque aconteceu faz menos de uma hora e estou bastante afetado.
Então, meus pais geralmente chegam em casa à noite devido ao horário de trabalho e, como atualmente faço apenas faculdade, passo a maior parte do dia estudando. Assim, mesmo depois das aulas de EAD, vejo assuntos variados por conta própria e quase sempre faço uma reflexão em meus pensamentos. Hoje, porém, eu acabei cometendo um "erro".
Encerrada a última aula do dia, eu fiquei assistindo e pensando a respeito de coisas como religião e moral, egoísmo, se somos ou não substituíveis e se certas drogas deveriam ou não ser legalizadas. Esses tópicos todos foram o foco dos debates que vi/participei recentemente e muita coisa não tem saído da minha cabeça. Portanto, o fluxo de ideias é muito frequente e, de vez em quando, não percebo o que está acontecendo ao meu redor. Fico preso no meu interior, basicamente.
No entanto, qual o problema? Tudo até aqui parece bem normal. É... acontece que eu falo sozinho durante o banho. Geralmente, mantenho todos os temas complicados em notas mentais e apenas canto ou simulo situações de comédia com minha voz. Todavia, como estava apenas eu em casa, acabei por relaxar demais e, sem nem perceber, nada deixava de sair pela minha boca. Não parava de falar.
Nesse cenário, falei sobre como já havia pensado em suicídio e a respeito da minha depressão no passado, sobre como os meus pais são aqueles que se preocupam comigo de fato e que se eles falecessem eu provavelmente já teria me finalizado, mesmo que sem um motivo real, simplesmente por não ter apego a minha identidade. Além disso, apresentei pontos que sustentavam a ideia das pessoas serem, em geral, substituíveis. Também, que a perda de alguém pode ter um efeito imediato aparente grande, mas que após pouco tempo isso tudo se torna insignificante à realidade do círculo no qual tal morto se envolvia. Enfim, tentei mostrar minha percepção da vida como um conceito passageiro e da memória como, na imensidão das coisas, inútil. Não concordo com tudo o que falei, claro, mas quando tem água caindo em você o pessimismo sobe.
Em seguida, — ou será que foi antes? — falei sobre religião, em especial cristianismo. Pensei em problemas básicos, como hipocrisia e falta de amor ao próximo por parte dos "seguidores" em diversas situações, mas não fui muito a fundo. Já na parte das drogas, porém, discorri um bocado. Apontei dados, disse sobre o econômico e o social, expressei o mal que faz ao organismo e ao psicológico, disse quais que eu achava ok liberar. Parece uma conversa séria, não? Mas pense que aqui eu estou tentando torná-la o mais normal possível.
Na realidade, eu estava com um discurso niilista, ao envolver morte, inexistência e indiferença em quase 90% das minhas falas, vide "Pouco me importa o que a pessoa faz. Se ela quiser se matar, vai lá. Eu quero me matar. Mas se ela acha a liberdade dela superior a de qualquer outro, então tem mais é que se acabar mesmo. É a escolha dela e ninguém deveria ligar pra isso, até porque não significava nada fora dela". Esse, por sinal, ainda é um dos pedaços que eu consigo compartilhar, por ser "de boa". Só peço que ignorem a parte polêmica, mesmo que pensem de forma extremamente oposta à ela, por favor. O que eu vim aqui pra falar é outra coisa.
De repente, eu saí desse meu transe. Pareceu uma eternidade, mas deve ter durado uns 8 minutos no máximo (eu espero). Fechei o chuveiro, peguei a toalha e me arrumei. Quando abri a porta, vi minha mãe passando:
— Faz quanto tempo que você chegou!? — perguntei.
— Bastante. Você não para de falar. E alto.
— Falar... — Parei por um momento devido ao choque, mas decidi continuar — sobre o quê? Eu disse o quê?
— Cocaína e morte. — Ela estava agindo com tanta naturalidade que eu literalmente comecei a tremer de nervosismo.
— E-Eu... estava falando em voz alta!? Eu....não parei em algum momento?
— E você para de falar?
Assim que ouvi essas palavras, senti como se alguém tivesse acabado de congelar uma panela e batido com ela em minhas costas múltiplas vezes. Em outras palavras, estou ferrado. Para minha surpresa, porém, ela só evitou minhas perguntas, falou que eu realmente tenho que me desestressar e riu um pouco, embora de modo bem desconfortável. "Está cansada por causa do trabalho," imaginei. (Mentira. Isso daí eu só pensei depois. Na hora, eu literalmente só estava chorando por dentro).
Porém, ainda tive esperanças. O problema era ela ouvir sobre o suicídio, já que eu exagerei no teor dessa parte. Nunca falei pra eles por 7 anos, afinal, pois preferi que fosse assim, por inúmeros motivos pessoais. Desse modo, ainda tremendo, saí dali e fui preparar o jantar. Assim que abri meus olhos, para minha felicidade, já estava tudo pronto. Demorei uns dois segundos pra captar a mensagem.
Ela chegou bem antes do esperado. Minha mãe escutou absolutamente tudo o que eu disse.
Talvez eu esteja exagerando na minha reação, mas nunca imaginei que ela iria descobrir as coisas dessa forma. Jamais falei nada antes e sempre reprimo esse lado triste meu.
Agora, estou sentado. Meus dedos estão tão trêmulos que levei 1h30 só pra escrever o que está aqui.
Será que eu ainda consigo dizer que isso tudo é culpa do isolamento social que está me deixando louco?
R: Aisjwnsbdhjaoalqosjqpslndsksjsjssokdmdosp
submitted by Lootlance to desabafos [link] [comments]


2020.07.16 03:46 jota18_07 Cemitério [conto]

Os dois homens, um jovem e um mais velho, caminhavam lado a lado. As roupas completamente brancas e surradas. Seus pés afundando na terra fofa mostrava que já haviam perdido qualquer resquício de estrada há um bom tempo.
— Acho que você se perdeu — disse o mais jovem, olhando ao redor, querendo fortemente estar errado.
— Claro que não! Anda, me segue que não tem erro — disse o outro com o tom de voz de um falastrão.
Enquanto caminhavam, passaram por um portal que trazia a epígrafe CEMITÉRIO estampada bem no alto.
— Você tem certeza? Aqui tá parecendo mais um cemitério.
O velho deu uma risada.
— De onde você tirou isso?
— Admito que o letreiro gigante ajudou.
Os dois continuaram a sua jornada, com o jovem agora indo alguns passos atrás de seu guia. Quando deu por si, estavam no meio de meia-dúzia de lápides.
— Ah não! Agora já chega! Vai me dizer que isso aqui não é uma lápide? — disse apontando para uma das pedras fincadas no solo.
O guia virou-se e pousou o olhar sobre o mármore pálido. Riu-se e, depois de alguns segundos, disse, finalmente:
— Óbvio que não, meu jovem. Isso aqui, claramente, se trata de uma árvore.
— Uma árvore? — disse, com a descrença transbordando em sua voz.
— Claro. Veja só como ela sai do solo, presa por suas firmes raízes. Claro que ainda está em fase de crescimento. Note que nem tem galhos ainda. Agora vamos! — disse, virando novamente na direção de seu objetivo imaginário — Vou levar a gente para um lugar onde eles não nos alcancem.
E, antes que seu primeiro passo pudesse tocar o solo:
— Quem é João Ferreira?
Mais uma vez o guia olhou para a lápide, vendo seu companheiro agachado ao lado dela lendo o nome que estava grafado. O velho se agachou ao lado dele e analisou o escrito com uma expressão fria em sua face. Isso levou quase um minuto.
— Rá! Mas está tudo muito claro. Um apaixonado veio aqui e fez aquele velho costume de escrever o nome dos pombinhos em árvores — deu um suspiro como se aquilo fosse a coisa mais emocionante que já havia visto.
Já levantou em seguida e começou a caminhar com passos acelerados.
— E por que só tem um nome? — gritou o jovem.
— Amor próprio e a forma mais bonita de amor!
O jovem então correu para acompanhar o velho guia e se pôs novamente ao seu lado.
— M-mas e se for mesmo gente morta? — fez um último questionamento.
— E daí!? Vamos em frente. O importante é que eles não nos alcancem.
E os dois seguiram caminhando, com o jovem olhando sempre ao redor e vendo o número de lápides sempre aumentando, ao mesmo tempo que a dúvida de se ele realmente deveria dar ouvidos àquele velho que havia dito que sabia como fugir do hospício.


Oi, esse é o meu primeiro texto que posto aqui e espero continuar postando. :)
submitted by jota18_07 to rapidinhapoetica [link] [comments]


2020.07.14 05:48 tyrr_aesir Espero que chegue ao Luba pq sempre gostei dos conselhos dele sobre tudo.

Eu tenho uma mente muito sombria e impiedosa que não me permite sentir nada além de indiferença por tudo. Eu realmente não consigo ver a necessidade de socializar e ter amigos. Eu tenho medo de mim mesmo e isso me assusta pra krlh. Eu não consigo me expressar e nem demonstrar, então guardo toda raiva e angústia para mim a fim de não machucar os outros ao meu redor. E eu já guardei tantos sentimentos deste tipo que não sinto mais nada: amor, empatia, tristeza e culpa. Sinto apenas solidão, desespero e angústia todos os dias. Vivo constantemente com ansiedade e tenho alguns indícios de depressão, mas no passado eu já tive, então aprendi a guardar e ignorar. Não sou o tipo de pessoa que trata todo mundo de forma rude e mal. Se perguntem sobre mim dirão que vivo a vida feliz sem nada me abalar. Minha mente realmente me dá muito medo e eu tento afastar esses pensamentos, mas é muito difícil. Minha mãe está com câncer e eu não consigo me sentir triste por ela. Meu irmão tem crises de ansiedade e eu não consigo sentir nada a respeito. Mas trato todos ao meu redor como mais importante que eu pq eu realmente vejo assim. Tenho muito medo de que um dia eu vá me olhar no espelho e falar "não sinto mais vontade de viver". Não estamos podendo pagar psicólogos agr por motivos pessoais e eu realmente nn tenho amgs para desabafar sobre isso. Não queria ser assim, mas tenho medo de sair da minha bolha dnv.
Desculpe por qualquer erro de português.
submitted by tyrr_aesir to u/tyrr_aesir [link] [comments]


2020.07.04 16:57 AluqahWine Sonho e depressão...

Meu nick significa vinho de Aluqah – esse, era um demônio sanguessuga bíblico. E, por muito tempo, tenho me sentido o próprio alimento desse monstro.
Aos 19 anos de idade, tenho forte anedonia e apatia, frutos de uma vida pautada em ilusões criadas pelo meu cérebro. Não consigo suprimir o desejo de obter prazer rapidamente, e, por isso, perdi a minha identidade como pessoa há um tempo.... Não pareço mais um ser humano em ações, reações, modo de agir... A energia que tenho dentro de mim é drenada o tempo todo por vontades que não sou capaz de conter, e entendo que estou dentro de uma prisão.
Preciso fingir o tempo todo que estou bem, e que, talvez, o que estou sentindo seja só sono, mal-estar, dor de cabeça.... Até parei de falar uma vez, quando não suportei mais a ideia de tanta mentira que saía de mim... a cada palavra e a cada gesto.... O que guardo, por dentro, é uma luta incessante, que me tira o sono, a memória, o amor. Suja demais, entretanto, para ser compartilhada com outros ao meu redor. Complicada demais, embora, para ser compreendida por mim.
Muitas vezes, já levantei da cama crendo na possibilidade de mudança, e achando que poderia superar tudo isso. Mas o fracasso era, decerto, imposto. Como, então, depois de tantas derrotas, após quase morrer de dor no peito com a extração da última gota de emoção restante em mim, posso erguer meu corpo da lama, e acreditar que posso vencer? Até quando vou estar distante do que realmente faço com minha vida?
Nada do que digo ou escrevo parece ter mais significado, o que me coloca num desespero que sequer consigo sentir. Já tentei entrar em contato com meus sentimentos profundos, mas sou rapidamente puxado para fora, e cegado pelo parasita selvagem que me suga.
Frequentemente, me pergunto: “Quem sou eu?” e “Por que fujo o tempo todo da realidade?”. Mas a depressão é um ciclo vicioso, me tira a capacidade física e mental, e me dita a luxúria, a preguiça e a gula como único conforto possível. Ainda assim, tenho medo, muito medo, pois sei que estou vivo, mas não parece que existo de modo algum.
O meu sonho é ser capaz de me manter em resistência, e caminhar, com a minha própria face, pelo vale da dificuldade. Pois quero sentir a minha energia fluir em direção ao que me importa de fato, e não ao que, sem fim, bebe meu sangue.
submitted by AluqahWine to desabafos [link] [comments]


2020.06.08 04:48 altovaliriano Shae (parte 2)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
A relação entre Tyrion e Shae começa com um tom promissor. Tyrion fica satisfeito por ter arranjado uma mulher esperta, indolente e com poucos escrúpulos. Shae arranjou um cliente abastado, zeloso e lúcido. A única coisa que vai se transformando durante A Fúria dos Reis é justamente a lucidez de Tyrion.
Agora estou livre de Tysha, pensou. Ela me assombrou durante metade da minha vida, mas já não preciso dela, não mais do que preciso de Alayaya, Dancy ou Marei, ou das centenas de mulheres iguais a elas com que fui me deitando ao longo dos anos. Agora tenho Shae. Shae.
(ACOK, Tyrion VII)
É uma situação que chegará a tal ponto de absurdo em A Tormenta de Espadas que até o próprio Varys se permite a um desabafo:
[…] Confesso que não compreendo o que há nela para fazer com que um homem inteligente como você aja tão tolamente.
(ASOS, Tyrion VII)
Eu acho que consigo responder a Varys o que há em Shae para que Tyrion haja como um bobo. Shae é a muleta na qual Tyrion se apoia durante sua ascensão á posição de maior importância que alcançou em sua vida. Tyrion ignora todos os defeitos de Shae porque ela se torna um amuleto de seu momento. Ele quer preservar Shae na mesma medida em que busca preservar o prestígio recém-adquirido.
Quando Tyrion conhece Shae à beira do Ramo Verde, o anão era apenas o mais desprezível dos Lannisters. Aquele que o próprio Tywin não se importava em enviar à morte como bucha de canhão. Porém, o aprisionamento de Jaime e a impotência de Cersei em controlar Joffrey elevam Tyrion ao terceiro lugar da Casa (Kevan era o segundo, tão importante que Tywin não pode enviá-lo a Porto Real).
Como já aleguei antes,tenho impressão de que a trajetória de Tyrion lembra aquela frase atribuída a Abraham Lincoln: "Quase todos os homens podem suportar adversidades, mas se quiser testar o caráter de um homem, lhe dê poder". A Guerra dos Cinco Reis dá e tira poder de Tyrion, mas ele sempre pode contar com o afeto artificial de Shae.
É real, tudo isso, pensou, as guerras, as intrigas, o grande jogo sangrento, e eu no centro de tudo… eu, o anão, o monstro, aquele de quem zombavam e riam. Mas agora tenho tudo, o poder, a cidade, a moça. Foi para isso que fui feito e, que os deuses me perdoem, adoro tudo…
(ACOK, Tyrion VII)
Porém, o isolamento de Tyrion no poder faz com ele confunda os serviços incondicionais da prostituta com lealdade incondicional. Tyrion desenvolve sentimentos para com Shae, mas não amor, e sim dependência.
Idiota, disse depois a si mesmo, enquanto descansavam no meio do colchão afundado, entre lençóis amarrotados. Nunca aprenderá, anão? Ela é uma prostituta, maldito seja, é o seu dinheiro que ama, não o seu pau. Lembra de Tysha?
(ACOK, Tyrion I)
Tyrion pensa em Shae como uma prostituta e faz para ela os planos que homens fazem para suas concubinas. Ele não ousa sequer sonhar em casar com ela, mas, claro, sabemos que ele pensa assim exatamente porque sabe o que Tywin faria com ela se soubesse. O que Tyrion não conta ao leitor (e nem poderia) é que é justamente porque o pai o proíbe que ele passa a projetar Tysha (seu outro amor proibido) sobre Shae.
Em outras palavras, ele não ama Shae, ele ama a sombra que Tywin jogou sobre ela e, em razão de seu isolamento no poder, Tyrion fica cada vez mais dependente desta relação. Especialmente porque, desta vez, ele não quer que as coisas terminem como terminaram da última vez.
[...] gostaria de ser sua senhora, senhor. Vestiria todas as coisas bonitas que me deu, cetim, samito e pano de ouro, e usaria suas joias, pegaria na sua mão e sentaria ao seu lado nos banquetes. Poderia dar-lhe filhos, sei que poderia… e juro que nunca o envergonharia.
Meu amor por você já me envergonha o suficiente.
(ACOK, Tyrion X)
Shae, contudo, não corresponde nenhum destes sentimentos. Até porque Shae tem pouca capacidade para empatia (uma das coisas que a série de TV difere dos livros). Talvez seja porque a prostituição a fez assim. Ou talvez ela simplesmente é assim.
De fato, quando fala sobre seu trabalho como aia de Lollys Stokeworth após ela sofrer estupro coletivo durante a revolta do pão, Shae desmerece o trauma de Lollys e só mostra nojo com a sujeira de Lollys com a comida:
Está dormindo. Dormir é tudo o que quer fazer, a grande vaca. Dorme e come. Às vezes adormece enquanto está comendo. A comida cai para dentro de sua manta e ela rola em cima, e tenho de limpá-la – fez uma cara enojada. – Tudo o que fizeram foi fodê-la.
(ACOK, Tyrion XII)
Essa resposta é particularmente interessante, pois, em um capítulo anterior, Shae havia assim reagido quando o anão lhe contou sobre a punição de Tysha:
Os olhos de Shae tinham-se aberto muito, mas Tyrion não conseguiu ler o que havia por trás.
(ACOK, Tyrion X)
Apesar de sua esperteza, Shae demonstra repetidas vezes ter uma visão míope sobre como o mundo de Tyrion funciona. Quando Tyrion afirma que não poderia casar com ela por causa de sua família, Shae aparece com uma solução brilhante: mate sua família.
– Então mate-a e resolva o assunto. Não é como se houvesse algum amor entre vocês.
Tyrion suspirou.
– Ela é minha irmã. O homem que mata seu próprio sangue é para sempre maldito aos olhos dos deuses e dos homens. Além disso, [...] meu pai e meu irmão gostam dela. […] Contra Jaime ou meu pai, não tenho mais do que umas costas tortas e um par de pernas atrofiadas.
– Tem a mim – Shae o beijou, deslizando os braços em volta de seu pescoço enquanto pressionava o corpo contra o dele.
(ACOK, Tyrion X)
Em outro momento, quando Varys estava propondo o enigma do mercenário, Shae deixa escapar em um ato falho que o homem rico era o mais poderoso:
– Numa sala estão sentados três grandes homens, um rei, um sacerdote e um homem rico com o seu ouro. Entre eles está um mercenário, [...]: Quem sobrevive e quem morre? […]
Shae franziu seu lindo rosto.
– O rico sobrevive, não é?
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae fica sabendo que Tyrion habitaria a Torre da Mão na Fortaleza Vermelha, ela faz de tudo para manipulá-lo a levá-la também. Mesmo quando Tyrion aluga uma mansão para ela, Shae parece insatisfeita o suficiente para certas máscaras começarem a cair:
Tinha instalado Shae numa vasta mansão [...]. Queria passar mais tempo com ele, tinha dito; queria servi-lo e ajudá-lo. “Ajuda-me mais aqui, entre os lençóis”, disse-lhe uma noite depois do amor [...]. Ela não tinha respondido, exceto com os olhos. Foi aí que viu que aquilo não era o que ela queria ter ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae vislumbra que o plano de Tyrion para trazê-la para o castelo era deixá-la nas cozinhas como lavadora de pratos, Shae chega a pedir para ficar na mansão (“não podia apenas me dar mais guardas?”). Tyrion a agride quando ela desdenha do poder de Tywin, ele lhe conta sobre Tysha e ela finalmente concorda.
Neste diálogo vimos Shae fazer alegações sobre seu próprio passado como forma de ameaça velada de deixar Tyrion, com clara intenção de manipulá-lo. Contudo, quando Tyrion a confronta com a versão anterior do relato, ela simplesmente mente para consertar a contradição:
Meu pai fez de mim a ajudante de cozinha dele – ela disse, com a boca se contorcendo. – Foi por isso que fugi.
Tinha me dito que fugiu porque seu pai fez de você a prostituta dele – lembrou-lhe Tyrion.
Isso também.
(ACOK, Tyrion X)
Como Tyrion logo depois conta a Shae que decidiu lhe dar o cargo de aia de Lollys, eu acredito que a garota deve ter sentido que havia conseguido persuadir Tyrion com sua insistência, ignorante de que a alternativa havia sido apresentada e arranjada por Varys.
Eu, inclusive, suspeito que foi neste momento que Shae passou a constar da folha de pagamento do eunuco, que fez isso justamente para evitar que ela entrasse na folha de Petyr Baelish. Permitam-me explicar.
Tyrion havia enganado Varys, Pycelle e Mindinho sobre seus planos com Myrcella (ACOK, Tyrion IV), mas Petyr havia ficado realmente irritado por ter sido dobrado pro Tyrion (ACOK, Tyrion V). Tyrion já está usando o túnel da mão pra visitar Shae há um bom tempo (ACOK, Tyrion III), mas certo dia Tyrion chega ouvir “o som de música pairando sobre os telhados” quando sai dos estábulos (ACOK, Tyrion VII), indicando que talvez Symon Lingua-de-Prata já estivesse espiando as redondezas.
Pois bem, Petyr deixara Porto Real para Ponteamarga algum tempo antes de Myrcela partir (ACOK, Tyrion VIII), um álibi clássico de Petyr antes de dar o sinal verde para seus planos. Após a revolta do pão, Symon já está na mansão com Shae algo que Tyrion não saberia caso não tivesse abandonado a cautela e saído a galope por Porto Real, “correndo para o seu amor” (ACOK, Tyrion X).
Mas a fala de Shae sobre Symon parece indicar que Symon é um visitante habitual desde um pouco depois de que Tyrion e Mindinho tiveram sua desavença:
– Não vai lhe fazer mal, não é? – Shae acendeu uma vela perfumada e ajoelhou-se para tirar suas botas. – Suas canções alegram-me nas noites em que você não vem.
(ACOK, Tyrion X)
Portanto, eu acredito que Symon é um agente de Mindinho que está espionando Shae a fim de descobrir pontos fracos na Mão. Alguns leitores acreditam que a própria Shae seria uma espiã de Petyr, a partir do fato de que ela estava bem informada demais sobre as atrações do casamento de Joffrey - especialmente a justa de bobos (ASOS, Tyrion II). Entretanto, estes leitores deixam passar que foi Symon quem trouxe essas informações à Shae.
Não por outra razão, no mesmo capítulo que Symon e Tyrion se encontram pela primeira vez, Varys encontra a solução perfeita para trazer Shae para a corte. Varys combina perfeitamente as necessidades ostentadoras de Shae, os desejos de Tyrion e a necessidade de tirar urgentemente a menina da linha de fogo dos agentes de Petyr.
– É melhor aia de uma senhora do que ajudante de cozinha –Shae dissera quando Tyrion lhe contou o plano do eunuco. – Posso levar o cinto de flores de prata e o colar de ouro com diamantes negros que disse que se pareciam com meus olhos? Não os usarei, se disser que não devo.
(ACOK, Tyrion XI)
Por outro lado, Lollys é a patroa ideal para neutralizar a ganância de Shae. O esquema de Varys requeria que ele contasse à mãe de Lollys (Senhora Tanda) que a aia atual de sua filha estava roubando jóias (ACOK, Tyrion X). Não sabemos se esta história é verdade ou Varys iria armar para cima da atual serva. O que importa perceber é que, uma vez que a história vazasse, Tanda provavelmente endureceria a vigilância sobre a nova criada, deixando pouco espaço para Shae causar problema roubado coisas na corte.
Como se vê, a natureza de Shae está muito aparente para aqueles ao redor de Tyrion, exceto para o próprio Tyrion. Por mais que exercite com frequência a lembrança de que ela é uma prostituta atrás de dinheiro e conforto, e de saber que a relação entre eles não passará daquele estágio de amor proibido, ele parece incapaz de fantasiar com seu afeto.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.05.04 03:00 Gamya_Juh Isso é realmente uma fase?

É, eu sou mais uma adolescente, tendo crises existenciais, não sei se é uma "simples" crise, mas ok, você poderia dizer oq vc acha da minha história...se isso vai passar ou se eu deveria fazer alguma coisa a respeito, enfim vou contar.
Oi! Eu tenho 14 anos, desde os meus 6 anos eu tenho dificuldade em me socializar com as pessoas ao meu redor, eu me acho estranha o suficiente para não merecer nenhum amigo, eu não sei as vezes eu prefiro ficar sozinha mas não me sentir só, não se te faço entender, mas pra mim ficar com as pessoas por muito tempo..me deixa triste e desconfortável, então prefiro ficar sozinha, e aí é o problema, se eu fico sozinha eu penso muito merda, tipo demais, aí eu não sei oq fazer, pois não me encaixo em lugar nenhum, eu só fico perdida, sem saber oq fazer.
Eu tenho um problema de coluna, escoliose, um desvio na coluna vertebral, como se fosse um (S), e isso as vezes enche minha cabeça, com os pensamentos "pq logo eu?" "Pq eu não nasci normal?" "Eu me odeio", minha mãe vive falando "tem pessoas com problema muito pior q o seu, mas isso não faz seu problema ser pequeno" eu não sei pq ela fala isso, com o propósito de me ajudar? De ver q eu sou tão inútil e egoísta por não pensar nos outros? Mas oq eu posso fazer se for isso? Não tenho como fazer nada pelas outras pessoas e nem ela por mim, ela falar isso só me faz sentir ainda pior, VC já deve ter percebido q eu sou uma pessoa bem pessimista e negativa, acho q por isso eu afasto as pessoas de mim, ninquém quer alguém assim por perto. Sabe as vezes eu me acho muito estranha, uma hora estou triste e outra hora estou pulando de alegria perto dos meus pais, e depois volto a ficar triste, e as vezes eu só fico triste mesmo.
Minhas dúvidas Muitas vezes já me perguntei se tenho Depressão, e essas coisas, na vdd as vezes eu acho q tenho um monte de doenças mentais, mas nunca tenho certeza de nada, não tenho ninquém para tirar minhas dúvidas, minha mãe sempre fala q ela tá ali pra mim, mas eu sei q não posso contar tudo pra ela, é complicado, ela já me trata como uma criança agora q ela já sabe de algumas coisas q contei, e q me arrependo de tudo q falei, pois não ajudou em nada! Absolutamente nada! Não me sentir melhor nem nada, acho q foi meu pior erro, mas pelo menos eu tentei, ela já me levou para um psicólogo q não ajudou em nada( na verdade eu não queria desabafar indo pro psicológo, eu só queria saber se tinha Depressão ou não, pra acabar de vez com essa dúvida). Não me orgulho do q vou falar mas já me cortei, e tá quase fazendo um ano q eu fiz isso, e sinceramente, queria voltar a fazer, mas isso séria ruim pra ela, pq ela iria perceber, e prometi q não faria isso de novo, mas já fiz depois da promessa então esquece, sabe, essa parada de se cortar pode não ajudar em nada do q tô passando mas....isso me alivia um pouco, eu gosto de ver, é viciante, é fascinante.
Minha família Sabe as vezes eu acho q não mereço eles e as vezes eu queria só nunca ter conhecido, sabe no geral eles são bons pra mim, como já disse não acho q mereço pais tão bons, minha mãe sempre quer o melhor pra mim e meu pai tbm, nunca me faltou amor e carinho dos dois, e por isso acho q não mereço eles, tem tanta gente sem os pais no mundo, tanta gente melhor q eu, q realmente merecia a viver os melhores momentos com pais carinhosos e cuidadosos, me sinto ingrata por reclamar de tudo, uns anos atrás minha mãe dizia q eu reclamava demais, então eu parei de fazer isso perto dela, talvez não foi a escolha certa, vendo q agora guardo tudo pra mim. Meu pai sempre bebeu muito, e quando ele fica bêbado me dá nojo, eu só quero sair do lugar, mas eu sei q se eu sair, alguma coisa ruim pode acontecer, tipo uma briga entre ele e minha mãe, no q eu iria ajudar se isso acontecesse? Não sei mas pelo menos eu poderia evitar isso, sério é perturbador ficar no quarto sozinha, e é só ouvir um barulho diferente na sala ou eles aumentarem o tom de voz, o coração disparar e ficar com medo sempre! As vezes eles só estam rindo de alguma pisada e eu acho q eles já estão brigando. Todas as vezes q meus pais brigam é por causa do meu pai q fica bêbado e faz merda, eu já falei pra minha mãe, q eu já teria me separado a muito tempo dele, minha mãe por alguma porra de motivo contou isso pra ele, e ele ficou chateado comigo por um tempo, mas ainda sim não me arrependo e nem mudei de ideia, uma briga q tiveram q pra mim foi a gota d'água! Estava eu, meu irmão, meu pai, minha mãe e mais 2 pessoas no carro, meu pai estava dirigindo e fazendo gracinha e zig zag na pista, minha mãe ficou pt e tava gritando pra ele parar e xingando ele e talzs, aí meu pai deu dois tapa na cara dela, aí eu gritei pra ele parar e começei a chorar, ele mandou calar a boca, e eu parei, lembro disso como se fosse ontem, fiquei com tanta raiva do meu pai q só queria q ele sumisse e nunca mais voltasse, todas as vezes q eles brigam é na nossa frente, não é por querer, mas acontece, acho minha mãe muito boba de não se separar, a vida é dela então fds, se ela quer ficar com ele assim seja, mas quando ela chora sou eu q tô lá pra ela, sempre, infelizmente eu e meu irmão q sofremos com isso, já q é tudo na nossa frente, não sei oq meu irmão pensa disso tudo, é mais novo q eu, acho q ele não liga muito pra isso, mas sla, ele é mais na dele e talzs.
Portugal Eu vim pra cá no início de 2019 e foi um caos, minha mãe ficou ausente por uns 4 meses, pois ela tinha 2 empregos e precisava trabalhar para nos sustentar aqui, já q viemos eu, meu irmão e ela primeiro, depois viria meu pai, acho q isso deu brecha pra eu me isolar ainda mais, meu pai tentou vir pra cá em Abril de 2019, mais ele foi barrado e levado de volta pro Brasil, choramos muito, pois iria ser uma surpresa pra mim e meu irmão, só minha mãe e a minha família no Brasil sabia, eu reparei no dia, minha mãe estava estranha, no final da noite ela nos contou q ele foi reportado, choramos um monte, acho q nunca fiquei tão perdida na minha vida, eu não sabia oq iria acontecer, se voltaríamos ou se iríamos tentar de novo, enfim meu pai conseguiu embarcar de novo em julho, e foi a surpresa do meu aniversário, foi muito bem ver ele, não estava acreditando q era real, enfim chorei um monte, depois de um tempo, meu pai sempre reclama, quando bebia, de saudades do Brasil, dos amigos dele dos irmãos (ele só ficava na rua bebendo, minha mãe não aguentava mais, e pra salvar o casamento deles, ela decidiu vir pra cá, ficou um tempo guardando dinheiro, largou o emprego e viemos pra cá) isso me preocupa, pois tenho medo de ele ficar deprimido e essas coisas, enfim, aqui em Portugal eles fizeram amizade com um casal q bebe muito tbm, e pra "socializar" minha mãe, q não bebia muito, começou a beber, e antes ela ficava preocupada, com meu pai bebendo, e essas coisas, agora parece q esse papel ficou pra mim, pois os dois estão bebendo (acho q ela viu isso uma oportunidade de ficar mais com meu pai) e sério, eu com a mente q eu tenho, com as merda na minha cabeça, vai ser uma preocupação "normal"? Não mesmo cara, toda vez q eles bebem, nem q eu fique a noite inteira observando eles sem fazer nada eu amo durmo, afinal não consigo mesmo, agora sinto nojo dos dois, mas ver minha mãe nisso é muito estranho, sabe quando parece q a pessoa é tão forçada q dá preguiça de ficar perto? Então é isso q sinto, tô tentando mudar isso, tacar o fds nesses dois e fds tudo, mas é difícil cara, é contrangedor ficar com meus pais quando estão perto do seus amigos, fazem umas piada q meu deus, enfim, se vc leu até aqui, tu sabe da minha vida toda kkk e me diga oq vc acha disso tudo, se tem erro de português me desculpe e desculpa por dizer tudo isso, queria fazer como se eu tivesse falando tudo pra um amigo mesmo, bem...ah! Se vc acha q eu consigo mudar alguma coisa, se tem alguma forma de mudar, comente aí, algum conselho, e....
Obrigada por ler!
submitted by Gamya_Juh to desabafos [link] [comments]


2020.04.01 02:43 JPiniie ALDNOAH.ZERO É BOM SIM!

ESSA É UMA RESPOSTA AO BLOG DA SHANA: http://hishoku-sora.blogspot.com/2016/08/resenha-sobre-aldnoahzero.html ELA FEZ UMA RESENHA SOBRE O ANIME CHEIO DE CRÍTICAS NEGATIVAS, AQUI ESTÁ MEU COMENTÁRIO, NÃO QUERO OFENDER, ATENÇÃO AO SPOILER:
Oi moça. Estou aqui para refutar sua resenha, porque, meu deus, Aldnoah.Zero é o meu anime preferido. Eu entendo completamente a senhiria não gostar, eu acho que, esse anime, ou você ama ou não, sabe? Eu também nunca gostei de macha, mas não sabia que era quando comecei a assistir, sobre a base do enredo, toda a parada de marcianos contra terráqueos, eu acho que um tema ótimo, que dá para explorar bem, fazer muitas críticas e observações. Então eu fiquei bem animada. Dá para conectar perfeitamente com a realidade, porque, afinal, conflitos políticos é algo tão real e revela o lado mais egoísta do ser humano. Vejo que concordamos sobre animação e trilha sonora (perfeito, não? Eu baixei a música tema e escutei por horas enquanto desenhava).
O que me deixou bem reflexiva na história foi em relação a uma crítica, a exploração exagerada dos recursos naturais do planeta. Os humanos estão errados mas nós somos levados a torcer por ele, sim o protagonista é um terráqueo e seus amigos ficam do lado dele, se for para para perceber aqueles adolescentes estavam lutando ao lado dos terráqueos pelo simples fato de serem terráqueos, de serem induzidos a isso assim como seus pais o induzem a uma religião, por exemplo, é o nosso egoísmo e egocentrismo colocado a prova. O nível de ignorância é alto, eles não consideram oos motivos dos versianos muito menos tentam resolver de forma que ajude aos dois povos, isso também acontece com os marcianos de modo que a disputa política parte para objetivos pessoais e a necessidade de ganhar, afinal, ninguém gosta de perder, assumir os defeitos. (Ahh... eu não sei explicar direito, por favor, entenda)
SOBRE OS PERSONAGENS:
Inaho, o protagonista, não gosto muito dele, assim como todos os protagonistas. Os protagonistas são sempre o centro do desenvolvimento e acabam sendo padronizados, chatos e eu quero ir contra eles, mostrar que sou melhor que eles, mas minha raiva por Inaho foi pior do que isso, porque além de ser protagonista ele era perfeito, literalmente (?). Como eu posso confrontar Inaho? Como posso refutar suas ações? Como posso não apoia-lo? Ele é tão incrível e isso dá raiva. (A mesma raiva que me deu quando minha amiga começou a tirar notas melhores que eu na escola, eu perdi o posto de Nerd, a única coisa que eu tinha de interessante. Pá! Vamos para outra questão:) O passado de Inaho eu não queria que você explorado, ele seria mais centralizado ainda (as coisas realmente giram em torno dele. Ele muda um meio, isso é característica de grandes heróis, grandes protagonistas). Minha suposição sobre sua motivação, sobre seu jeito de tentar ser perfeito, é o fato de, ele não consegue ser mais "interessante" (talvez não seja a palavra correta). Inaho não tem nada que realmente marque sua vida a não ser suas habilidades, os amigos não parecem animar ele, como uma pessoa depressiva que não percebe as outras coisas legais ao redor dela, ele é frio e acha o mundo sem graça. Sua escapatória são esses robôs (é assim que eu chamo? kkk) Ele é boom naquilo, ele se destaca naquilo, sua vida é aquilo. Por mais que os adultos o usem, isso porque eles visam o bem maior (não importa que Inaho se esgote, se machuque. Precismos sobreviver e mais do que isso: vencer), ele sente que adquele modo ele se torna grande e sua vida ganha sentido. Ele tem total controle sobre as mudanças, ele tem como se fosse um objetivo marcado, ele sabe que é bom naquilo, portanto ele vai fazer aquilo. A única que o impede é sua irmã, sua irmão, a família, aquela que visa o bem particular de seus amados e não o geral. Ela é como se fosse: fodase a Terra, meu irmão é mais importante. Somos, pelo menos a maioria, assim com a família.
Ahhh! Inaho é tão fantastico, eu quero ver alguém parando ele. E aí entra nosso segundo personagem meu predileto tbm), Slaine Troyard:
O final do Slaine foi muito amrgo mesmo, eu talvez (TALVEZ) tenha derrubado algumas lágrimas, eu sabia que aconteceria, se fosse um final feliz não seria tão bom. O que me deixou irritada foi você falando de falha na excução do enredo, poie eu irei refutar. Let's Go!
Eu tentei gostar de outro personagem, e por um momento foi realmente assim, mas a forma como o Slaine cresce, de uma maneira tão complexa no anime me encurralou. Foi impossível não ama-lo, eu creio que eu tenha me indentificado com toda a jornada. O objetivo principal dele foi mesmo proteger a princesa. Sua lealdade (e talvez amor) é tão forte, ele tem esse objetivo. Eu realmente pensei que ele iria se encontrar com os terráqueos, eles iam compartilhar objetivos em comum, e a raiva pelos marcianos corruptos filhos de uma carrapata,e iam lutar juntinhos e felizes até o final.
Como Slaine não conseguiria proteger a princesa sendo o Slaine, o humano, ele teve que batalhar, ele teve que subir ao poder para conseguir o que queria. Mas, a partir do momento emque ele mata seu chefe (esqueci o nome do cara) é como se as peças dendo de sua cabeça estivessem corrompidos. Slaine, tão bonzinho, matou alguém. Se ele fosse realmente bonzinho duvido que seriaa ssim, de certa forma, mesmo que inconscientemente, Slaine guarda mágoas por todo abuso que sofreu. Ele vai aos poucos descobrindo mais coisa e fazendo mais aliados. Até chegar um ponto (a segunda temporada) em que ele percebe que ser bom é uma ova, o mundo, ou os mundos, é uma merda. Ele chega ao topo, totalmente confuso, a princesa agora já luta contra ele, como disse ele precisa escolher um lado. Lutar com os marcianos, mas porque esse lado? O orgulho de Slaine já não pode mais ser ferido. Tudo o que ele tinha como objetivo era a princesa e Inaho, principalmente, tirou isso dele. Ele chegou ao topo, mostrou a todos os versianos que mesmo humano ele tinha valor e poder ali. Finalmente estava sendo respeitado. Slaine está tão confuso, ele chegou tao longe para no final não saber o que fazer, perdido o orgulho é a última coisa que o resta. Slaine Troyard é um Cavalo de Troia (o nome dele só pode ser por causa disso), no início tão bom, inocentes, mas as injustiças, as dores da vida revelam Slaine como um orgulhoso, egoísta. Quando ele perde tudo ao menos ele tem que permanecer como vencedor na guerra, sem humildade. Não existe humildade nesse anime. Ou será que existe. A princesa loira parece tão santa, vamos lá:
Você realmente falou muito bem da princesa. Então não vou dizer muito além da minha opinião pessoal (até porque nesse ponto já estou com muita preguiça de escrever). Na verdade, acho que desejo trazer junto a Rayet. A Rayet, pera mim, parece um milhão de vezes mais legal que Alussia. A princesa é como uma mulher forte que gera invjea nas outras (eu e Rayet somos mulheres), ela é decidida e sabe como cuidar de si e do que lhe importa. De algum modo, mesmo sendo bem correta, a considero, certos momentos, muito ignorante. Tem uma imagem dela levando o Slaine a espinhos, bem o que eu penso. Alussia é uma mulher invejável e grande, mas por conta disso os menores ficam invisíveis. Asseylum se preocupa com aquilo que lhe diz respeito, a paz que ela quer levar as nações, as pessoas que ela quer proteger. Mas ela não tem a capacidade de enxergar o pessoal, é como se ela visse omo uma salvadora, ela é mesmo a imperatriz, a que pode mudar tudo, ela se coloca em uma papel tão grande que não consegue enxergar o papel INDIVIDUAL dos outros. Ela tava cagando pro Slaine até ele ameaçar o seu objetivo. Rayet, nunca foi bem enxergada por Alussia, com isso, eu quero dizer que, Alussia não enxergava os profundos sentimentos de Rayet, e quando esta tentou assassinar ela (foi radical, tava vendo na tv a cena e mds!) ela a perdoa, entende seu lado e diz que tá tudo bem. Mas isso não faz Rayet se sentir melhor, claro que não. Faz Rayet se sentir mais como um lixo, ela é mesmo um lixo e tem conciência disso. Uma traidora e perto de Asseylum ela é mediocre, horrível, egoísta (acaba superando depois, não tem mais o que fazer). Rayet para mim se tornou uma das personagens mais humana.
Alussia nasceu em um berço de ouro, ela tem poder, vontade e personalidade que tornam possível ela mudar tudo, Rayet é uma vítima da situação que mal valorizada é, ela se rebela e é julgada, Slaine não tem poder para mudar a corrupção, salvar a princesa, ele alcança tal poder mas as circunstâncias o colocam em um beco sem saída, ele toma a decisão que a grande maioria tomaria e acaba de alguma forma levando quase toda a culpa, destruído pelo orgulho, obrigado a se render, sua rebelião foi falha. Inaho só existe (mentira kkkk) mas seriamente, mesmo girando em torno do Inaho o anime nos deixa levar pelos outros personagens como se ele não passasse de um mediador (me lembra os protagonista de persona persona ) Ele simplesmente tem o dom da sabedoria e as circunstâncias estão sempre a favor dele, naõ precisa se esforçar ou sofre além da conta, no fianl ele tá bem, ele fez tudo certo e consegue manter seu orgulho, sua vida e seu bom posto (entenda assim: Inaho= Goku; Slaine= Vegeta). Não estou digredindo a princesa/Inaho nem nada, mas a vida parecer tão injusta para algumas pessoas é algo completamente realista. Muitas pessoas são vítimas de acontecimentos e se fodem. Não tem como mudar isso, e ninguém vai te escutar e saber sobre sua história tristinha sobre o o passado, as pessoa não ligam para você, ligam para elas, sem humildade. (me lembra Momento dos 18, drama que me deixa super agoniada com as injustiças, mas é ótimo. Assista!)
Meu anime favorito, eu preciso defende-lo. Obrigada por ler até aqui! Eu posso falar de outros personagens, é só pedir, e também esclarecer algo que não ficou claro. ^-^
(a lua foi destruída porque houve uma guerra na base marciana)
submitted by JPiniie to animebrasil [link] [comments]


2020.02.29 03:57 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 1

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52681254060
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
--------------------------------------------------------------------------

[...] Agradecimentos aos usuários, especialmente tze , do fóruns do Westeros.org, que montaram essa teoria. Os tópicos originais podem ser lidos aqui e aqui .

O norte se lembra

Entre os momentos mais memoráveis e impressionantes da ADWD, estão os nortenhos que expressando eternos amor e lealdade aos Starks, apesar de a casa parecer estar à beira da extinção - herdeiros mortos, desaparecidos ou em cativeiro; sua sede ancestral em ruínas e ocupada por inimigos.
Lyanna Mormont, de dez anos, rejeita categoricamente Stannis Baratheon como seu rei.
– A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK. [...]
(Jon I, ADWD)
Wylla Manderly, uma garota com menos de quinze anos, acha insuportáveis as mentiras traiçoeiras dos Frey e as denuncia ao ouvidos de toda a corte de seu avô.
– Mil anos antes da Conquista, foi feita uma promessa, e votos foram jurados na Toca do Lobo, diante dos velhos deuses e dos novos. Quando estávamos feridos e sem amigos, expulsos de nossas casas e com nossas vidas em perigo, os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. Esta cidade foi construída sobre as terras que eles nos deram. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!
(Davos III, ADWD)
Os homens do clã das montanhas do norte enfrentam a morte em razão do inverno e da espada, às centenas fazendo uma marcha árdua até Winterfell, apenas para tentar salvar a filha de Ned Stark.
- [...] O inverno está quase sobre nós, rapaz. E o inverno é a morte. Eu prefiro que meus homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas. Ninguém canta canções sobre homens que morrem assim. Quanto a mim, estou velho. Este será meu último inverno. Deixe que me banhe em sangue Bolton antes de morrer. Quero senti-lo espirrar em meu rosto quando enterrar meu machado em um crânio Bolton. Quero lamber o sangue dele de meus lábios e morrer com o gosto na boca..
(ADWD, O prêmio do rei)
E, é claro, Wyman Manderly, que foi corajoso a ponto de assar seus inimigos em tortas de Frey e servi-las aos usurpadores Boltons em um banquete de casamento.
- [...] Inimigos e falsos amigos estão ao meu redor, Lorde Davos. Infestaram minha cidade como baratas, e à noite posso senti-los rastejando sobre mim. – Os dedos do homem gordo se dobraram fechando o punho, e todos os seus queixos tremiam. – Meu filho Wendel foi para as Gêmeas como convidado. Comeu o pão e o sal de Lorde Walder e pendurou sua espada na parede para banquetear com amigos. E eles o assassinaram. Assassinaram, eu digo, e que os Frey se engasguem com suas fábulas. Bebi com Jared, brinquei com Symond, prometi para Rhaegar a mão da minha amada neta... mas nunca pense que isso significa que me esqueci. O Norte se lembra, Lorde Davos. O Norte se lembra, e a farsa está quase no fim.
(ADWD, Davos IV)
É tudo terrivelmente inspirador. E ao perceber o jogo de Manderly, ao ver quão profundo é o ódio pelos Boltons e Freys, alguns começaram a se perguntar se não há mais. Assim nasceu a Grande Conspiração Nortenha. No final da Dança dos Dragões, quase todas as casas do norte estão secretamente conspirando juntas para recolocar os Starks no poder, jogando Stannis e os Boltons uns contra os outros com o bônus de matar muitos e muitos Freys. Além do mais, especula-se que os conspiradores não querem apenas um Stark em Winterfell, mas um rei no Norte novamente. E os nortenhos já chegaram a um acordo sobre cuja cabeça a coroa de Robb deve enfeitar, embora ainda não tenham informado o bastardo sortudo.
Jon Stark, rei do inverno
Lembremos que há dois livros e quinze anos atrás Robb provavelmente legitimou Jon e nomeou seu meio-irmão rei no norte, caso ele morresse sem filhos.
[Robb:] “Um rei precisa ter um herdeiro. Se morrer em minha próxima batalha, o reino não pode morrer comigo. Pela lei, Sansa é a seguinte na linha de sucessão, portanto, Winterfell e o Norte devem passar para ela. – A boca dele comprimiu-se. – Para ela, e para o senhor seu esposo. Tyrion Lannister. Não posso permitir que isso aconteça. Não permitirei. Esse anão não pode nunca possuir o Norte.
– Não – concordou Catelyn. – Tem de nomear outro herdeiro, até o momento em que Jeyne lhe dê um filho. – Refletiu por um momento.
– O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray com certeza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
– Mãe. – Havia certa rispidez no tom de Robb. – Está se esquecendo. Meu pai teve quatro filhos homens.
Catelyn não tinha se esquecido; não quis encarar o fato, mas ali estava.
– Um Snow não é umStark.
– Jon é mais Stark do que um fidalgo qualquer do Vale que nunca sequer pôs os olhos em Winterfell.
– Jon é um irmão da Patrulha da Noite, e jurou não tomar esposa nem possuir terras. Aqueles que vestem o negro servem para a vida.
– O mesmo acontece com os cavaleiros da Guarda Real. Isso não impediu os Lannister de arrancar o manto branco de Sor Barristan Selmy e de Sor Boros Blount quando deixaram de ter utilidade para eles. Se eu enviar à patrulha uma centena de homens para o lugar de Jon, aposto que vão encontrar alguma maneira de libertá-lo de seus votos.
Ele está decidido a fazer isso. Catelyn sabia como o filho podia ser teimoso.
– Um bastardo não pode herdar.
– É verdade, a menos que seja legitimado por decreto real – disse Robb. [...]
– [...] Já pensou em suas irmãs? E os direitos delas? Concordo que não podemos permitir que o Norte passe para o Duende, mas e Arya? Por lei, ela vem depois de Sansa... sua própria irmã, legítima...
– ... e morta. Ninguém viu ou ouviu falar de Arya desde que cortaram a cabeça do pai. Por que você mente para si mesma? Arya partiu, assim como Bran e Rickon, e matarão também Sansa assim que o anão conseguir dela um filho. Jon é o único irmão que me resta. Se eu morrer sem descendência, quero que ele me suceda como Rei no Norte. Tive a esperança de que apoiasse a minha escolha.
– Não posso – disse ela. – Em tudo o mais, Robb. Em tudo. Mas não nessa... nessa loucura. Não me peça isso.
– Não tenho de pedir. Sou o rei. – Robb virou-se e afastou-se, com Vento Cinzento saltando de cima da tumba e pulando atrás dele.
(ASOS, Catelyn V)
Agora, os advogados do diabo argumentaram que Robb talvez mudou de idéia sobre nomear Jon como seu herdeiro após essa conversa com Catelyn, a qual o lembra (não resumidamente) de sua confiança indevida em Theon, outro que ele considerava um irmão. Além disso, os Lannister dificilmente parecem adequados como modelo de como liberar alguém de seus votos honrosamente, e o Norte geralmente tem a Patrulha da Noite em uma estima muito mais alta do que o resto de Westeros.
Por outro lado, imagino que a disposição dos senhores do norte de isentar Jon das antigas leis e tradições seja diretamente proporcional ao quanto eles desprezam cogitar um filho de Sansa com Tyrion, um filho da falsa Arya com Ramsay , ou um senhor aleatório do Vale que herdou Winterfell e a lealdade deles. Acho que o que todos podemos concorda é com a chegada de um fogaréu mais quente que a Peridção de Valíria, [risadas]. Além do que, existe um precedente para um conselho de nobres liberar um meistre de seus votos – o qual é muito semelhante ao juramento da Patrulha no que concerne a celibato, neutralidade política e serviço vitalício - com a bênção de um oficial religioso reconhecido.
[Mormont:] Você sabe que podia ter sido rei?
Jon foi pego de surpresa.
– Ele contou-me que o pai foi rei, mas não… Julguei que talvez fosse um filho mais novo.
– E era. [...]– Aemon estava às voltas com seus livros quando o mais velho dos seus tios, herdeiro da coroa, foi morto num acidente de torneio. Deixou dois filhos, mas seguiram-no para a sepultura não muito tempo depois, durante a Grande Peste da Primavera. O Rei Daeron também foi levado, e por isso a coroa passou para o segundo filho de Daeron, Aerys. [...] Aemon fez seus votos e deixou a Cidadela para servir na corte de algum fidalguinho… até que seu real tio morreu sem deixar descendência. O Trono de Ferro passou para o último dos quatro filhos do Rei Daeron. Esse era Maekar, pai de Aemon. [...]Menos de um ano depois [Aerion morrer bebendo fogovivo], Rei Maekar morreu em batalha contra um lorde fora da lei.
Jon não era completamente ignorante em relação à história do reino; seu meistre tinha se assegurado disso.
– Esse foi o ano do Grande Conselho – ele completou. – Os senhores passaram por cima do filho pequeno do Príncipe Aerion e da filha do Príncipe Daeron e deram a coroa a Aegon [V, o Improvável].
– Sim e não. Primeiro, ofereceram-na, discretamente, a Aemon. E ele, também discretamente, a recusou. Disselhes que os deuses queriam que servisse, não que governasse. Que tinha prestado um juramento e não o quebraria, apesar de o próprio Alto Septão ter se oferecido para absolvê-lo [...]
(ACOK, Jon I)
Os vassalos leais de Robb poderiam concebivelmente fazer o mesmo por Jon, pois afirmam que o Norte é um reino independente. O fato de Jon ter feito seus votos aos deuses antigos é uma complicação ou um obstáculo a menos para se preocupar. Bran e Corvo de Sangue, que têm algum interesse em ver Jon ser coroado rei, sem dúvida ficariam felizes em fornecer um sinal aos nortenhos, se é isso que eles ou Jon exigem.
Tudo isso à parte, o tom de Robb em suas respostas às objeções de Catelyn me parece sugerir que ele já se decidiu. Ele vai nomear Jon seu herdeiro não importa o que a sua mãe ou qualquer outra pessoa tenha a dizer dele. Robb reconhecendo formalmente Jon um verdadeiro filho de Eddard Stark, digno de Winterfell, também tem a vantagem de finalmente resolver um arco de personagem iniciado por Jon em A Tormenta de Espadas quando Stannis se oferece para legitimá-lo.
Tinham treinado juntos [ Jon e Robb] todas as manhãs, desde que tiveram idade suficiente para andar; Snow e Stark, rodopiando e golpeando-se pelos pátios de Winterfell, gritando e rindo, e às vezes chorando quando ninguém estava vendo. Quando lutavam não eram garotinhos, e sim cavaleiros e poderosos heróis. “Eu sou o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão”, gritava Jon, e Robb gritava em resposta: “Bem, eu sou Florian, o Bobo”. Ou então Robb dizia: “Eu sou o Jovem Dragão”, e Jon respondia: “Eu sou Sor Ryam Redwyne”.
Naquela manhã tinha sido ele quem gritou primeiro.
– Eu sou o Senhor de Winterfell – gritou, como gritara cem vezes antes. Mas daquela vez, daquela vez, Robb respondeu:
– Você não pode ser Senhor de Winterfell, é um bastardo. A senhora minha mãe diz que nunca poderá ser Senhor de Winterfell.
Achava que tinha esquecido isso.
(ASOS, Jon XII)
Nem o desejo de Jon por Winterfell nem sua vergonha e culpa por desejar mal (ainda que obliquamente) a seus amados irmãos diminuíram em Dança dos Dragões.
Naquela noite, sonhou […]
Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
– Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
No entanto, não muito diferente de Theon, o que Jon realmente procura é uma afirmação de que ele é um Stark, apesar de seu nascimento bastardo, em minha opinião. O último desejo de Robb ser que Jon o suceda como Rei do Norte atenderia a essa necessidade (mesmo que Jon se recuse como fez com Stannis) enquanto cria um enredo de “herdeiro de Winterfell” que deve atrair Davos e Rickon, bem como Sansa e Mindinho, consolidando muitas subtramas.
Apenas dois fatores podem efetivamente anular a pretensão de Jon sobre Winterfell, em minha opinião: 1) Jeyne Westerling estar grávida do filho e herdeiro de Robb. 2) Os que testemunharam o decreto de Robb estão mortos ou impedidos de divulgar as notícias.
Por um tempo, a primeira opção era uma teoria de certa reputação, baseada em uma discrepância nas avaliações de Catelyn e Jaime sobre os quadris de Jeyne. O Peixe Negro teria supostamente contrabandeado Jeyne de Correrrio, ajudado por Eleyna Westerling, que teria fingido ser sua irmã. Desde então, um relato de fãs ligeiramente apócrifo pegou GRRM admitindo que as diferentes descrições são simplesmente um erro. Talvez ainda mais danoso seja a gravidez de Talisa criada para a série de TV e a subsequente morte no Casamento Vermelho. Embora Talisa não seja Jeyne, o papel que seu casamento com Robb desempenha é semelhante, de modo que David Benioff e DB Weiss mostraram que estão cientes das teorias populares dos fãs e não estão acima de provocar os leitores dos livros, como fizeram com a fala de Cersei em “Valar Dohaeris ”(GoT s03e01) sobre os rumores de Tyrion ter perdido o nariz. A morte violenta de Talisa - esfaqueada repetidamente no bebê, por assim dizer - pode ser o modo que D&D acharam de matar especulações futuras sobre Jeyne, sendo assim encarado com frequência.
Eu nunca gostei muito da teoria de Jeyne Westerling, francamente. Qualquer filho de Jeyne poderia ser nada mais que um rei fantoche, incapaz de governar em seu próprio direito por anos, e faria Rickon tão supérfluo que todo mundo provavelmente deveria parar de se preocupar em lembrar que ele também é um Stark. Portanto, não tenho escrúpulos em tratar Jeyne como um instrumento do enredo usado por GRRM para se livrar de Robb e em não incluí-la em discussões adicionais sobre a perspectiva política do Norte.
Quanto a este último ponto, os senhores presentes para testemunhar o decreto de Robb foram os seguintes: Grande Jon Umber, Galbart Glover, Maege Mormont, Edmure Tully e Jason Mallister (Catelyn V, ASOS). Todos ainda vivem, mas o Grande Jon é refém dos Freys e Lannisters para garantir o bom comportamento de seus parentes, e Mallister é um prisioneiro em seu próprio castelo, por cortesia de Walder Negro (Jaime VI, AFFC). Lorde Galbart e Lady Maege? Edmure? Bem, que tipo de coisas interessantes eles têm feito desde o A Tormenta de Espada será o assunto dos próximos posts.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.02.08 04:10 TsukiTetsuro Eu afasto todos e não consigo parar

Um dos meus maiores problemas é socializar, conseguir conversar com as outras pessoas. Meus professores, meus chefes, meus amigos, todos com quem tive contato elogiaram algo em mim, seja por ser alguém gente boa ou um bom profissional. Mas a maior parte do tempo eu me pergunto se isso não é só uma máscara que eu uso. Que eu estou cansado de usar.
Desde pequeno sempre tive muita dificuldade em ficar sozinho muito tempo. Eu sempre procurava um amigo na vizinhança pra brincar, pra conversar. Eu era uma criança diferente das outras, fazia as coisas de uma forma diferente, me vestia "estranho" (como os outros definem), não gostava das coisas que os rótulos diziam que eu deveria. Desde a primeira série do fundamental sofri bullying e, pelo que eu conheço (posso estar errado) sobre o assunto, ainda estava na fase de desenvolvimento, estava começando a ter consciência do mundo, das coisas que eu fazia e formando minha personalidade, tendo contato com as outras pessoas e formando meu eu. Pra uma criança não é muito confortável ouvir todo dia uma zoeira, um xingamento, um "você é idiota", "você é feio", "por que você não vira alguém normal?", "você não pode fazer isso, homens não fazem isso".
A insistência era tanta que eu comecei a me considerar o errado, afinal, todos diziam que eu estava fazendo as coisas errado, me criticavam por tudo que eu fazia. Eu, querendo me enturmar, pertencer a um grupo, ser enxergado e poder ser só uma criança feliz, seguia o que os outros falavam, ia contra meu eu só pra conseguir falsas amizades, amigos pra suprir a necessidade de carinho e amor.
Minha família sempre foi muito amorosa e prestativa, sempre me ajudavam quando eu precisava, mas eu não me sentia bem pra desabafar o que eu estava passando, o bullying que os outros faziam. E isso foi me atingindo mais e mais, me botando pra baixo e me fazendo ficar longe dos outros, afinal, eu não sentiria dor se não tivesse quem causar dor. Foi mais ou menos na terceira pra quarta série que eu entrei em depressão. Não conversava com mais ninguém na escola, vivia de cabeça baixa pra evitar o olhar dos outros, vivia devorando os livros da escola (meus únicos amigos por um longo tempo), falava o mínimo possível com professores e minha família. Chegando em casa eu dava um sorriso falso e dizia que tive um ótimo dia, ia pro quarto e passava a tarde chorando, me perguntando a razão de tudo estar acontecendo. A partir da sétima série comecei a querer morrer, todo dia dormia querendo não acordar no dia seguinte pra parar de sentir toda aquela dor, sempre me isolando e evitando contato social.
No último ano do ensino fundamental conheci uma garota chamada Larissa e me tornei amigo dela, conversávamos praticamente todo dia. Eu achei que finalmente as coisas iam ficar melhores, mas isso só durava o tempo que eu estava conversando, que estava distraído da dor. Minha vida começou a ser uma eterna espera pelas horas em que eu ficava na escola conversando com minha única amiga, entorpecendo minha dor. Eu aprendi a afastar um pouco a dor, mas ela sempre voltava, eu nunca acabava totalmente com ela, só conseguia ficar algumas horas com um sentimento de melhora.
No ensino médio entrei pra uma escola de período integral e comecei a fazer amizades com pessoas que pareciam realmente se importar e não ficavam fazendo bullying comigo. Estava aos poucos perdendo o contato com Larissa e todo dia eu deitava minha cabeça na carteira e chorava durante metade de uma aula. Meus colegas de classe já estavam "acostumados" com minha rotina e tentavam em vão me ajudar durante os intervalos. Naquele colégio havia uma coordenadora que já tinha exercido psicologia e algumas conversas com ela me ajudaram um pouco. Ela me aconselhou a procurar ajuda médica. Assim eu fiz. Consultei-me algumas sessões com uma psicóloga e depois de um tempo ela levantou a possibilidade de eu sofrer de transtorno de personalidade borderline e disse que precisava fazer alguns testes para averiguar se realmente era esse ou outro transtorno. Eu me cansei de ir as sessões (na época eu ficava cansado muito rápido de pessoas, hobbies, objetos, lugares) e larguei o psicólogo. Eu passava algumas semanas bem, outras eu passava chorando. Comecei a me cortar pra me sentir melhor. Não vou mentir, eu sentia que ajudava, sentia que aquilo estava tirando a minha dor. Externar a dor emocional em minha pele estava me fazendo bem, ou era o que eu pensava.
Eu tive vários colegas e alguns amigos ao longo da vida, praticamente todos se foram depois de um tempo, se mudaram, deixaram de ser meus amigos ou simplesmente sumiram sem avisar. Isso, junto com o medo de sofrer bullying, me fez sentir medo de conversar com as outras pessoas, de fazer novas amizades, de manter as antigas.
Hoje em dia eu lido mais ou menos bem com meus estados. Fiz mais 3 sessões com outra psicóloga e depois larguei, mudei de cidade com meus pais, trabalhei um tempo, mudei de novo e agora estou morando em casa compartilhada.
Eu tenho uma dificuldade enorme de conversar com as pessoas, fazer e manter amizades. Fora que de vez em quando a mesma dor volta, aquela insuportável que chega a pontar o pensamento de suicídio. Eu não quero mais me matar e prometi ao meu melhor amigo que não me cortaria mais (o que não faço há três anos), mas sofro imensamente em ter que suportar essa dor sem ter uma solução, sabendo que só vai piorar. Minhas crises sempre passam, por mais longas que sejam. O maior problema é o constante sentimento que eu estou sozinho. Tenho amigos que realmente se importam comigo, mas é EXTREMAMENTE difícil pra mim conversar com eles, eu sinto medo de atrapalhar, tenho medo de deixa-los irritados ou de ser um estorvo, mesmo se me chamarem para fazer algo. E parece ser mais que só isso, sinto como se algo dentro de mim gritasse: "Não faz isso, não vai lá, você sabe que não vai dar certo, só vai doer mais". Estou afastando meus amigos, família, pessoas que se importam comigo e realmente querem ajudar, mas não consigo conversar sem me encolher, sem sentir medo de ficar mais que alguns minutos perto, de conversar. Isso me atrapalha inclusive no trabalho e realmente não me sinto confortável com esses sentimentos.
Não sei mais o que fazer, sempre que penso em ir ao psicólogo algo me para, não consigo ligar, não consigo marcar uma sessão, não consigo viver minha vida sem estragar algo, sem me machucar ou machucar as pessoas ao meu redor.
submitted by TsukiTetsuro to desabafos [link] [comments]


2020.01.10 03:48 altovaliriano Os Webber scretamente apoiavam os Blackfyre?

A marca da história de A Espada Juramentada é assistirmos uma disputa territorial a partir do ponto de vista do lado perdedor. Não sabemos desde o início que a pretensão de Eustace é ilegal, por isso somos levados a considerar a falta de razoabilidade do outro lado. E Rohanne parece tudo menos razoável quando, em meio à seca, nega à população do território vizinho o acesso a um rio que passava por ali.
Ao final da história, depois de entendermos que o poder dos Webber sobre o rio deriva do fato de que a Casa Osgrey de Pousoveloz apoiou a fracassada Primeira Rebelião Blackfyre, o panorama muda. Isso é suficiente para que o próprio Dunk abandone Eustace à sua sorte, por exemplo. Aparentemente, ter sido um apoiador dos Blackfyre é suficiente para que todo seu infortúnio seja justificado.
Mas e se a dicotomia Targaryen x Blackfyre não estiver realmente espelhada na disputa Webber x Osgrey? E se os Webber também tenham sido apoiadores Blackfyre, mas tenham mudado de lado e suprimido este fato para não sofrer as consequências experimentadas pelos Osgreyde Pousoveloz?
Essa teoria já foi proposta por vários leitores das Crônicas, mas acredito que eu estou apresentando aqui, pela primeira vez, os argumentos e evidências de forma organizada e articulada.

Um nome incomum

Assim, como a Rebelião de Robert não foi iniciada em razão de seu amor por Lyanna, a Rebelião Blackfyre não foi surgiu por conta dos sentimentos entre Daemon e Daenerys. Mas é certo que ambos os rebeldes compartilham o fato de terem sido impedidos pelos Targaryen de se casarem com quem pretendiam.
Uma pequena observação: no caso de Daemon, é curioso pensar que o Targaryen que o impediu de casar com quem bem entendesse foi exatamente o mesmo Targaryen que supostamente lhe mimava: seu pai, Aegon IV Targaryen, O Indigno. Realmente, como diz o ditado, "a mão que afaga é a mesma que apedreja".
Deixando de lado a relação pai-filho, o que nos interessa aqui é a identidade da noiva que Aegon impôs a Daemon quando ele ainda era criança:
Embora não pudesse ‒ e não quisesse ‒ rescindir o último desejo do pai, Daeron fez o possível para manter os Grandes Bastardos por perto, tratando-os de forma honrada e garantindo os rendimentos com os quais o rei os agraciara. Pagou o dote que Aegon prometera ao Arconte de Tyrosh, vendo, assim, seu meio-irmão Daemon Blackfyre casado com Rohanne de Tyrosh, como Aegon desejara, ainda que Sor Daemon tivesse apenas catorze anos.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Daeron II)
O nome Rohanne é muito incomum no universo de ASOIAF. Na verdade, mesmo 17 anos depois de ter lançado A Espada Juramentada, as únicas outras Rohanne mencionadas nos livros são Rohanne Tarbeck e Rohanne de Tyrosh. Se levarmos em conta que a Tarbeck pode ter recebido este nome em homenagem à Rohanne Webber (segundo uma fonte semi-canônica), percebemos que ao tempo da Primeira Rebelião Blackfyre só conhecíamos duas Rohannes, uma em Westeros e outra em Essos.
Coincidência? Bem, se for, ela só aumenta ao analisarmos a linha do tempo.
Sabemos que Daemon nasceu em 170 DC e que tinha 14 anos quando casou-se com Rohanne de Tyrosh, a futura mãe de todos os seus filhos. Dessa forma, o casamento deve ter ocorrido por volta do ano 184 DC.
Já Rohanne Webber tinha 10 anos durante a Primeira Rebelião (196 DC) e 25 anos durante A Espada Juramentada (211 DC), o que faz com que seu nascimento deve ter ocorrido em 185 ou 186 DC. Portanto, ao menos um ano depois do casamento de Daemon e Rohanne de Tyrosh.
Seria exagero supor que Wyman Webber teria batizado sua filha em homenagem à esposa de Daemon? Certamente, alguém poderia alegar que Daemon, aos quatorze anos, poderia não inspirar o tipo de lealdade que motiva este tipo de ato. Afinal, Daeron estava vivo e era o herdeiro ao trono. Este tipo de coisa poderia soar como um insulto, certo? Na verdade, não.
Aegon IV já insultava seu herdeiro abertamente quando Daemon não havia feito sequer 4 anos de idade. De fato, pouco antes da fracassada invasão à Dorne em 174 DC, Aegon IV era conhecido por alimentar rumores de que Daeron não era filho seu (ainda que os negasse em público):
As brigas do rei com seus parentes próximos ficaram ainda piores depois que seu filho Daeron cresceu o suficiente para expressar suas opiniões. Vidas de Quatro Reis, de Kaeth, deixa claro que as falsas acusações de adultério da rainha, feitas por Sor Morgil Hastwyck, foram instigadas pelo próprio rei, embora, na época, Aegon negasse. Essas alegações foram refutadas pela morte de Sor Morgil em um julgamento por combate contra o Cavaleiro do Dragão. Que essas acusações tenham parecido na mesma época em que Aegon e o príncipe Daeron estavam brigando por causa dos planos do rei de iniciar uma guerra não provocada contra Dorne certamente não foi coincidência. Também foi a primeira vez (mas não a última) que Aegon ameaçou nomear um de seus bastardos como herdeiro, em vez de Daeron.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Aegon IV)
Por outro lado, o insulto máximo a Daeron e a exaltação máxima a Daemon já havia acontecido 2 anos antes do casamento com Rohanne de Tyrosh, quando o bastardo ainda tinha 12 anos:
O rei Aegon consagrou Daemon cavaleiro aos doze anos, quando o menino venceu um torneio de escudeiros (com isso, ele se tornou o cavaleiro mais jovem da época dos Targaryen, superando até Maegor I), e chocou a corte, os parentes e o conselho ao lhe conceder a espada de Aegon, o Conquistador, a Blackfyre, assim como terras e outras honrarias. Daemon assumiu o nome de Blackfyre depois disso.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Aegon IV)
Dessa forma, não seria de estranhar que os senhores de Westeros já se sentissem à vontade para bajular Daemon quando ele ainda tinha 14 anos, por enxergarem nele um potencial concorrente de Daeron ao Trono de Ferro.

De amigos a não-amigos

Uma vez que tenhamos entendido a estranheza de Wyman Webber ter batizado sua filha com o nome da mulher recém-casada com Daemon, outro fato aparentemente desconexo começa a chamar a atenção.
Ela se ajoelhou diante das amoreiras e começou a chorar, e ele ficou tão tocado que foi confortá-la. Passaram a noite toda conversando sobre o jovem Addam e o nobre pai da minha senhora. Lorde Wyman e Sor Eustace eram antigos amigos, até a Rebelião Blackfyre.
(A Espada Juramentada)
À primeira vista, a frase em negrito parece indicar, implicitamente, que Wyman e Eustace brigaram porque divergiam sobre a legalidade da pretensão de Daemon Blackfyre. Porém, é preciso observar que bastaria que um dos lados cortasse contato para que a boa relação cessasse. Dito de outra forma, pode ser que Wyman não tivesse nada contra Eustace, mas que apenas Eustace tivesse rancor de Wyman por ter lutado ao lado dos assassinos de seus filhos.
Eustace não deve ter se transformado em um apoiador dos Blackfyre da noite pro dia, às vésperas da Rebelião. Este é o tipo de transformação que leva tempo. E 14 anos separam a entrega de Blackfyre a Daemon (em aproximadamente 182 DC) e a Primeira Rebelião Blackfyre (ocorrida em 196 DC).
Como ficaram a relação entre Wyman e Eustace durante estes anos? Que tipo de conversas eles mantiveram depois que Daeron se casou com Myriah Martell e batizou seu filho em homenagem ao Rei Baelor (por volta de 170 DC)? Ou Aegon IV deu Blackfyre a Daemon (por volta de 182 DC)? Ou Daenerys casou com Maron Martell (em 188 DC)?
Vejam bem, não estou apenas citando ao acaso um bando de eventos. A justificativa de Eustace para apoiar Daemon efetivamente se baseia nestes eventos:
– Sim, meu senhor. Só que... o Rei Daeron era um bom homem. Por que escolheu Daemon?
– Daeron... – Sor Eustace quase arrastou a palavra, e Dunk percebeu que o velho estava meio bêbado. – Daeron era esguio e de ombros caídos, com uma barriguinha que balançava quando ele caminhava. Daemon andava ereto e orgulhoso, e seu abdome era tão reto e duro quanto um escudo de carvalho. E ele lutava. Com um machado, uma lança ou um mangual, era tão bom quanto qualquer cavaleiro que já vi, mas, com a espada, era o próprio Guerreiro. Quando o Príncipe Daemon estava com a Blackfyre nas mãos, não havia homem páreo para ele... nem Ulrick Dayne com a Alvorada, não, nem mesmo o Cavaleiro do Dragão com a Irmã Negra. É possível conhecer um homem por seus amigos, Egg. Daeron se cercava de meistres, septãos e cantores. Sempre havia mulheres sussurrando em seu ouvido, e a corte estava cheia de dorneses. Como não, se ele levara uma mulher dornesa para sua cama e vendera a própria doce irmã para o Príncipe de Dorne, embora fosse Daemon quem ela amava? Daeron tinha o mesmo nome do Jovem Dragão, mas quando sua esposa dornesa lhe deu um filho, ele chamou a criança de Baelor, como o rei mais fraco que já se sentou no Trono de Ferro. Daemon, no entanto... Daemon não era mais devoto do que um rei precisa ser, e todos os grandes cavaleiros do reino se reuniam ao seu redor. Convém a Lorde Corvo de Sangue que os nomes de todos eles sejam esquecidos, então ele proibiu que cantássemos sobre eles, mas eu me lembro. Robb Reyne, Gareth, o Cinza, Sor Aubrey Ambrose, Lorde Gormon Peake, o Negro Byren Flowers, Presa Vermelha, Bola de Fogo... Açoamargo! Eu lhe pergunto, já houve uma companhia tão nobre, tal rol de heróis? Por quê, rapaz? Você me pergunta por quê? Porque Daemon era o melhor homem. O velho rei viu isso também. Ele deu a espada a Daemon. Blackfyre, a espada de Aegon, o Conquistador, a lâmina que todo rei Targaryen empunhou desde a Conquista... ele colocou a espada na mão de Daemon, no dia em que o sagrou cavaleiro, um garoto de doze anos.
(A Espada Juramentada)
Assumindo que as queixas de Eustace foram crescendo ao longo de 14 anos, é de se esperar que Wyman Webber deveria ter uma estranha tolerância à Eustace. A estranheza somente aumenta se considerarmos que Wyman tomou Addam, o filho de Eustace, como pajem e escudeiro em Fosso Gelado. Tendo Addam morrido ao 12 anos na Batalha do Capim Vermelho (ocorrida em 196 DC), fica evidente que Wyman e Eustace tiveram sua relação mais próxima justamente nos anos que precederam a Rebelião Blackfyre.
Some-se a isso o nome com o qual batizou sua filha, e temos um prato cheio de estranhezas.
Mas, então, por que Wyman lutou contra o dragão negro? Vários fatores podem ter levado a isto. Ele pode ter sentido, às vésperas da Rebelião, que o lado de Daemon sairia perdedor. Ou poderia ter sido persuadido com a promessas de terras e recursos. Ou pode ter sido ambas as coisas. Não é O Trono de Ferro não garantiu aos Webber o uso de propriedades que eram antes dos Osgrey, mas apenas por determinado período de tempo e apenas se Eustace não tivesse mais filhos?
– Que palavras estavam escritas naquele papel?
– Era uma garantia de direitos, sor. Para Lorde Wyman Webber, do rei. Pelos serviços leais dele na rebelião recente, Lorde Wyman e seus descendentes tinham garantidos todos os direitos sobre o Riacho Xadrez, desde a nascente na Colina Ferradura até a foz, no Lago Frondoso. Também diz que Lorde Wyman e seus descendentes têm o direito de caçar veados vermelhos, javalis e coelhos no Bosque de Wat sempre que desejarem, e de cortar vinte árvores do bosque a cada ano. – O garoto limpou a garganta. – A garantia é só por um tempo, no entanto. O papel diz que, se Sor Eustace morrer sem um herdeiro do sexo masculino do seu sangue, Pousoveloz reverterá para a coroa, e os privilégios de Lorde Webber acabarão.
(A Espada Juramentada)
Analisando-se a recompensa aos Webber e a punição aos Osgrey, vê-se que ela foi equilibrado e proporcional o suficiente para que a balança não pesasse exageradamente para nenhum dos lados. Isso inclusive torna verossímil o comportamento de Eustace em culpar o Trono de Ferro pelo seu infortúnio, sem nunca acusar a Casa Webber de ser oportunista.
Em verdade, toda o rancor de Osgrey é direcionado à Viúva Vermelha, sem nunca fazer qualquer comentário contra Lorde Wyman, a pessoa que efetivamente ficou com as propriedades perdidas por Eustace.

O que vcs acham?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.12.24 01:07 Ofeu EXPLICANDO MINHA DEPRESSÃO

Há algum tempo atrás eu descobri que eu tenho depressão, no início, nem eu mesmo soube aceitar, não era capaz de explicar o que estava acontecendo comigo, eu achava que era apenas uma tristeza como qualquer outra, apenas mais uma dor que toda criança sente após cair ou descobrir que seu primeiro amor não era recíproco, mas não é apenas isso, a tristeza que a depressão causa não é algo de momento, é uma tristeza que veio com a intenção de ficar, a depressão é a visita indesejada que você recebe em casa e não sabe como mandar embora, ela é uma nuvem que a cada dia se torna mais cinza e maior, e continua crescendo até que chova, mas depois da chuva não vem o sol, mas apenas uma nova nuvem, que como a visita, esta disposta a ficar, assim como a visita, sou obrigado a pedir para que a depressão se sente a mesa, ofereço bolo e café, e como a visita, o problema começa quando ela aceita, a visita bate na sua porta todos os dias ao amanhecer, com o tempo ela dorme em sua casa, e logo, já tem a chave da porta!
Os dias são cinzas, cansativos, repetitivos, quebrados, e quando você menos percebe, você faz parte dos dias. Existem diversas maneiras de viver com a depressão, ela pode ser um cachorro, que sempre viverá com você, mas existem uma diversidade de coleiras, umas custam mais que outras, a coleira que eu encontrei para prender o meu cachorro se chama “escrever”, pode parecer algo bobo, mas os problemas parecem ser mais fáceis de resolver quando você pode lê-los em uma folha de papel.
Todo texto que eu escrevo leva uma parte de mim, cada personagem é uma personificação do meu ser, cada um levando um pedacinho dentro de si, nunca por completo, até porque, se um personagem fosse minha personificação, esse automaticamente seria eu, e acreditem em mim, é difícil mostrar para as pessoas quem você é de verdade, aparenta ser mais fácil apresentar para elas distintos personagens, pois não me parece errado que as pessoas conheçam partes de mim ao invés de meu eu por inteiro.
Certa vez me perguntaram “Como é ter depressão?” E é ae que está, eu não me vejo capaz de explicar para alguém algo que nem eu entendo, eu não me vejo capaz de mostrar algo que está dentro de mim, e é por este exato motivo que eu não me vejo capaz de me mostrar para o mundo, mas é por este mesmo motivo que irei tentar, pois nada neste mundo nunca foi capaz de não ser explicado através de uma simples ou complexa metáfora, e como não usar metáforas falando de um assunto tão metafórico por si mesmo. A depressão, querendo ou não ela é uma metáfora, a depressão é a personificação de cada personagem triste criado, de cada verso em prantos recitado, a depressão cria muro de vidros ao meu redor, onde eu sou capaz de ver e ouvir a cada pessoa, mas não sou capaz de tocar, eu não sou capaz de sentir o calor que elas tentam me fornecer, e eu me sinto só dentro de um cubo de vidro, o vidro é frio, mas eu não posso fazer com que ele se aqueça, e embora seja difícil de compreender, o vidro não está do lado de fora mas sim do lado de dentro, eu sei que as pessoas me amam, eu sei que elas se importam, sei que se preocupam, sei que elas querem me ajudar mas a depressão torna o saber em algo insuficiente, a depressão torna o saber em dúvida e a dúvida me faz questionar sobre tudo que já foi um dia questionado antes, me faz questionar sobre se realmente existe alguém do outro lado deste muro de vidro, pois como saber se tudo que vejo não é apenas o reflexo da minha própria mente, e eu vejo, vejo as pessoas gritando, socando o muro e tentando quebra-lo, mas a depressão me torna surdo, e eu não sou capaz de ouvir o quanto eles se importam, é difícil explicar a sensação de saber o quanto você é amado mas não ser capaz de sentir, e a culpa não é das pessoas, mas a culpa também não é minha, a culpa é da depressão que está dentro de mim, mas ela não sou eu, e é ae que a maioria das pessoas erram onde julgam alguém que é apenas a marionete de um ventríloquo obcecado, a marionete tenta de todas as maneiras se soltar das cordas que a controlam mas essas são as cordas que o mantem vivo, e a marionete vai acabar morrendo caso as cordas se partam, pois sem as cordas a marionete cairá de seu palco até que caia no chão e se torna apenas cacos, mas a marionete está disposta a se livrar do ventríloquo de qualquer maneira, então a depressão decide te transformar no ventríloquo, mas um ventríloquo que não tem uma marionete, a depressão faz com que você se sinta culpado por tudo que acontece ao seu redor, e a parede de vidro finalmente se quebra o deixando livre, mas os cacos te machucam, eles fazem você sangrar, e eu continuo me sentindo culpado por todas as coisas que já aconteceram pois embora eu seja uma pessoa boa eu possuo o meu lado ruim, e eu o odeio, ah como odeio, ele é um monstro que vive dentro de mim, mas ele vive do lado de fora da parede de vidro, e tudo que eu tenho para controla-lo é apenas uma corda que eu devo segurar com toda a força para que eu não machuque as pessoas ao meu redor, mas a minha mão dói, eu não sou forte o suficiente para continuar segurando a corda, a minha mão sangra, e eu acidentalmente deixo o monstro escapar e nos poucos segundos que ele pode ser livre, destrói tudo ao meu redor, as pessoas acham que eu sou o monstro, a depressão faz com que eu ache que as pessoas me machucam, a depressão me diz que as pessoas são monstros, mas no mesmo momento em que elas me machucam a depressão diz que o único monstro sou eu, eu me sinto só, mesmo rodeado de pessoas, eu quero chorar em todo momento, mas eu nunca encontro um abrigo do qual eu possa habitar, eu me sinto quebrado como a marionete que caiu de seu palco, mas a marionete não morreu e este é o problema pois estar quebrado dói, e a dor só aumenta a cada dia, é uma dor indescritível, uma dor que acontece por dentro mas eu não sei exatamente onde, é como uma queda que nunca vai acabar, um amor não recíproco que eu nem cheguei a encontrar, e mesmo que eu use todas as metáforas eu não sou capaz de descrever a dor que eu sinto, ela me consome, ela aumenta, ela não sangra, mas acredite em mim, eu preferiria se sangrasse, eu preferiria que essa dor fosse apenas a perda de um ente querido, mas eu confesso que ela é maior, as pessoas me dizem “procure uma solução” mas como eu posso resolver uma dor que nem eu mesmo sei de onde veio, e é nesse momento em que a depressão transforma a morte em algo poético, a depressão faz com que o “e fim” se transforme num “felizes para sempre”, mas eu aprendi que o para sempre dói muito, meus amigos, vocês são os únicos “era uma vez” e “para sempre” que eu ainda não desistir e por favor me desculpe se eu não consigo perceber o amor de vocês as vezes, eu juro que tento, mas a depressão não me permite, meus amigos, vocês são a única lareira que eu pude encontrar nesse castelo de gelo, eu juro que tento, eu tento tocar o fogo, mas a depressão me empurra para o lado contrário, eu juro que tento sentir o calor, mas essa dor dentro de mim é tudo que eu consigo sentir, eu grito por ajuda, por socorro, mas porquê sinto que ninguém pode me ouvir, e a depressão mais uma vez me questiona, se na verdade ninguém quer me ouvir, tudo que eu quero nesse momento é poder tocar a lareira pois eu sinto muito frio, todas as noites a depressão me mantem acordado olhando para as estrelas do céu, a depressão faz eu me lembrar que mamãe me dizia que cada uma das pequenas estrelas são pessoas que já se foram, mamãe a depressão faz com que eu queira me tornar uma estrela.
submitted by Ofeu to desabafos [link] [comments]


2019.12.12 18:58 sacocheiode2019 Pessoa que eu gosto está estranha a beça e não sei o que fazer...

Bom, conheci uma pessoa tem uns dois meses. Super gente boa, nos demos muito bem já de cara e desde o dia seguinte eram papos intermináveis por telefone todo santo dia quando estávamos distantes, e nos encontramos com uma ótima frequência desde então, coisa de ter semana que nos encontramos duas vezes pela semana, fora o final de semana. Tudo rola de uma forma excelente, tudo mesmo, sério.
Eu ando meio pé atrás com relacionamentos pois tive duas experiências bem frustrantes nesse ano, cheguei a ficar em uma deprê violenta na primeira por meses, a segunda também foi um baque mas superei mais rápido... Já falei sobre isso com essa pessoa que estou atualmente. Apesar disso com o tempo quando fui me dar conta eu já estava super interessado nessa pessoa e nem dando mais atenção pra outras ao redor, só queria saber dela.... Isso poderia me deixar meio preocupado de passar novamente por uma nova experiência ruim, mas não, tudo estava indo tão bem que eu realmente me sentia seguro com ela, dava pra sentir que tinha algo bacana rolando entre os dois... ambos sempre muito atenciosos, carinhosos, elogios pra todo lado, toda aquela coisa. Ela é uma excelente pessoa, adora ajudar os outros pelo que percebi nas nossas conversas e em outras ações dela não só comigo, acho ela o máximo, de verdade.
Já percebi também que ela é bem pé atrás com relacionamentos e ela já me contou que teve umas duas experiências bem ruins com isso e que tem problemas com depressão, ansiedade e afins, já conversamos um pouco sobre. Faz um bom tempo ela deu uma crise, chegou a dizer que ia se afastar e tudo mais, mas conversei com ela com calma e em coisa de menos de oito horas já estava tudo bem. Ela tem filhas e apesar de frequentar a casa dela algumas vezes, nunca cogitamos de conhecer. Umas duas semanas atrás eu queria encontrar com ela pra assistir uma determinada coisa, ela disse que não poderia pois iria com a filha e não seria uma boa no momento (pai da criança é escroto pra cacete pelo o que soube depois, e rolou algo que ela não queria nem que a criança ficasse com ele, achei melhor não pressionar muito pra entender), enfim, entendi perfeitamente e deixei pra lá essa história, nem botei mais pilha nisso.
Final de semana passado já estava certo faz dias que não nos encontraríamos pois ela estaria com a filha e iriam pra uma cidade próxima daqui, ok... mas do nada no dia anterior ela me pergunta se eu gostaria de ir. Perguntei umas duas vezes se ela tinha certeza disso, que não queria incomodar, etc... ela confirmou positivamente e fomos. Foi um final de semana super bacana, me dei absurdamente bem com a filha dela, a criança é um amor, ficou o maior grude comigo... não parava de me chamar a todo instante pra fazer alguma coisa. Nada deu errado, sério... e voltei pra casa super contente com isso.
Voltamos super bem, conversando e brincando na boa, nada diferente ao meu ver. Chegando na minha cidade voltei pra casa, mandei uma mensagem pra ela dizendo que tinha curtido a beça os dias e fui descansar. De noite mandei outra mensagem e ela não respondeu, imaginei que estivesse cansada e deixei pra lá, no dia seguinte entrei em contato novamente.
Só que desde então ela está completamente distante, parece outra pessoa. Mal me responde e só o básico, quando me responde, pois as vezes nem isso e foi algo que ela nunca fez. Na segunda disse que estava desanimada, ontem que estava super ocupada e sem tempo, ela sequer perguntou se eu estou bem nesses dias. Em alguma das mensagens que mandei disse que estava com saudades dela, de conversar com ela e a resposta foi super seca tipo um "Estou sem tempo, está tudo bem, etc...", sendo que ela sempre respondeu essas mensagens de forma bem fofa. Ontem disse pra ela me chamar quando tivesse um tempinho mais tarde, bom dia e tudo mais e ela nada, hoje mandei um bom dia e perguntei se estava tudo bem e nada novamente (e ela leu, por conta da confirmação de leitura).
E eu tô aqui sem entender nada, super chateado e sem saber o que está acontecendo, o que fazer. Se tivesse rolado algum episódio ruim no final de semana, até entenderia a postura, mas não é o caso. Minha cabeça está a milhão desde então e eu estou me sentindo realmente triste com essa história (e surpreso com isso, sabia que curtia ela, mas não a esse ponto de ficar assim com isso). E a coisa tá piorando em um ponto que está sendo inevitável não pensar nas experiências anteriores que foram ruins, medo de abandono e achar que o ciclo está se repetindo.
Já repassei o final de semana todo mil vezes na cabeça pra encontrar algum motivo e não tem nada e estou super angustiado. Agora não sei se ela está tendo uma das crises que já comentei, se algo aconteceu, se ela se arrependeu de ter me apresentado a filha, se o fato de tudo funcionar bem assustou ela, se ela decidiu do nada que não quer mais nada comigo ou se eu estou overthinking e nada demais está acontecendo, ela só está ocupada e cansada pra caramba mesmo(mas sei lá né, um minutinho a gente sempre arranja não?). Tá foda!
Foi mal pelo textão gente, não gostaria de compartilhar isso com amigos no momento e também não sei se devo mandar algo mais pra ela no momento, imagina um textão desse tamanho pra alguém que está sem tempo né, sei lá. E do jeito que as coisas estão não sairia nada menor, eu ia acabar me declarando e criando uma DR absurda ao mesmo tempo, me conheço.
Valeu, tenham uma boa quinta!
submitted by sacocheiode2019 to desabafos [link] [comments]


2019.10.03 18:27 SunTzuManyPuppies Carta do prof. Ricardo Felicio aos pais e filhos da nação brasileira: Por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta?

Por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta?
Começarei a dizer que este texto é voltado para pais que realmente se importam com os seus filhos, adolescentes e infantis. Contudo, ele também será escrito para ser lido por esses mesmos adolescentes e crianças. Esse aviso se faz necessário tendo em vista que, se sua mente já foi tomada pelo discurso catastrofista que se repete há décadas e décadas seguidas, pouco ou dificilmente ele fará o efeito necessário: que o mundo não vai acabar pela ação humana. Se ainda restar um pouco de lucidez, entendo que aí ele vai te libertar destas neuroses sistematicamente implantadas em suas mentes.
Desta forma, por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta Thunberg? Porque não sonhamos os sonhos dela! Nossa realidade no Brasil e em diversos lugares do mundo é muito diferente. Nós ainda temos que seguir um longo percurso em conseguir elementos essenciais nas nossas vidas, como água limpa, saneamento básico e energia elétrica, sem as extorsões de interesses internacionais especulativos que visam lucros exorbitantes e não a satisfação e atendimento humano. Necessitamos produzir alimentos cada vez mais baratos e acessíveis que criem rendimentos aos produtores.
Necessitamos de empreendedores que expressem os seus sonhos em uma realidade de execução, não interessando o tamanho destes empreendedores, do micro ao macro. Isto dá emprego, trabalho, renda, uma vida digna e ajuda a alcançar a felicidade. O prazer de olhar para os lados e dizer: venci. Para isto, ainda precisamos sanear leis absurdas e a corrupção que infesta os segundos e terceiros escalões, destravar um mundo já demasiadamente travado da realidade brasileira. Tudo que falo aqui não está baseado em ideologias laterais, mas em senso prático da realidade revelada a nós todos os dias, por quem tem um amor pelo país, um amor pelo próximo e um amor por Deus.
Para os pais, esta é a nossa missão, nossa labuta. Não deixar que os sonhos de vida das nossas crianças e adolescentes sejam tolhidos por ideias malucas e toscas sem nenhum fundamento. Os jovens têm medo de usar o mundo natural do qual fazem parte. Hoje, eles têm medo do Sol, da chuva, de fazerem qualquer coisa, porque isto agride o meio ambiente, como se este fosse uma porcelana intocável, guardada para um jantar especial que nunca ocorrerá. Nós temos inteligência e os recursos humanos mais formidáveis da era da existência humana disponíveis para manipular uma ínfima fração do planeta Terra, com total racionalidade. Não se pode confundir irresponsabilidades extremamente localizadas com o todo do planeta. Isto é inconcebível e deve ser considerado loucura. Loucura esta que não compartilhamos e não devemos aceitar, tanto vocês pais, que leem este artigo, quanto vocês filhos, que estão a trilhar o seu futuro.
O discurso de Greta é nocivo e perigoso. Transmite falta de esperança para quem já está bastante carregado desta mesma falta. Quer levar os jovens ao desespero, à falta de futuro e a um julgamento tosco de uma realidade que é bem diferente da que ela prega. Isto induz as crianças aos pensamentos mais terríveis, levando muitos jovens a cometerem até o suicídio, baseados em uma falácia ambiental sem precedentes. A narrativa também tem o objetivo de destruir a civilização e a propagação dos humanos na Terra. A partir de 2020, por exemplo, a população do Brasil entra no seu processo de autoextinção, tendo em vista que teremos uma taxa de reposição negativa da população. Eis o grande paradoxo, pois estamos nos “pré—ocupando” (com a devida ênfase à palavra) com as pessoas do futuro, meros espectros que não existem e por fim, não existirão, comprometendo o futuro e a vida das pessoas do agora. Isto é a sustentabilidade. Sustentabilidade que sustenta esse tipo de pessoa e seus familiares. Para quem tiver dúvidas, basta procurar o discurso feito por uma menina na mesma situação de Greta, em 1992, na Conferência do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro. A menina era Severn Cullis Suzuki, com 12 anos – hoje aos 39 – tem filho, é bióloga e ganha a vida propagando sustentabilidade. É filha de David Suzuki, um dos maiores ativistas ambientalistas que já habitaram as salas de aula, espalhando o seu alarmismo e que foi devidamente retratado por Elaine Dewar, em “Uma Demão de Verde”. Notemos que eles prezam pelas famílias deles, não pelas nossas.
Enfim, este texto é uma mensagem de esperança. A água do planeta Terra não vai acabar. A maior parte da água doce está contida nas geleiras. Temos as águas dos oceanos que podem ser dessalinizadas, coisa que nem o Brasil precisa. Você pai, adolescente ou criança precisa saber que os maiores recursos hidrológicos do planeta Terra estão no Brasil, tanto pela circulação abundante de água que vem pela atmosfera naturalmente, que nada depende de árvores, quanto das maiores reservas de aquíferos mundiais. Dois deles, dentro da listagem dos maiores do mundo, estão no Brasil (SAG Amazônico e Guarani). Não vai faltar água, fique tranquilo! Também não vão faltar árvores, de nenhuma espécie, porque temos reservas imensas no país, além dos maiores e melhores engenheiros florestais do mundo, ou seja, matéria-prima e racionalidade estão juntas. Produzimos e deveremos produzir muito mais alimentos, e fazemos parte dos recordistas mundiais de produtividade e de enriquecimento do solo. Sim, nossos agricultores, de todos os graus, tornaram-se os mais especialistas e técnicos em proteção e nutrição dos solos, bem diferente do que se prega. As temperaturas atuais e as prognosticadas (tanto locais, quanto a média global) não são nenhum problema, pelo simples fato de que já aconteceram no passado (iguais ou maiores), e a vida no planeta continuou a existir. Então, não seria agora, nem no futuro, com muito mais recursos, tecnologias e estudos do que antes, que a vida acabaria. O ser humano é extremamente competente para criar novas saídas aos problemas de fato que surgirem. Fique tranquilo!
Certamente o planeta Terra experimentará temperaturas mais baixas e mais elevadas nas próximas décadas, séculos e milênios, porque é isso que acontece com esta variável do clima, pois ele muda naturalmente com o decorrer do tempo. E ainda assim, como já foi citado em relação à vegetação, os ursos polares, outras espécies animais e os humanos, todos sobreviverão, como fizeram e o fazem agora. Poderia citar dezenas de notícias técnicas boas aqui, mas meu objetivo é outro. Vocês crianças e adolescentes devem procurar a felicidade e esperança e não os problemas. Deixem que nós cuidamos disso. Em determinado tempo de suas vidas, vocês assumirão o seu devido papel de adultos, continuando o nosso trabalho e deverão zelar para que os seus filhos tenham as mesmas felicidades e esperanças. Não precisam se antecipar e somatizar problemas, muitos dos quais, inexistentes. Vocês devem estudar bastante, jogar bola, brincar de carrinho, boneca e bicicleta, realizarem acampamentos, sentar-se ao redor da fogueira, que pode ser acesa sem dó, tomarem banho de Sol e brincarem nas águas, areia, terra e grama. Esses momentos felizes deixarão saudades, mas serão muito importantes para a sua formação e seu caráter no futuro. Este futuro é construído pelos seus atos e decisões da sua vida e não de ambiente.
Esta é a minha mensagem para pais e filhos, unidos em família e em prol do Brasil. Fiquem todos na benção de Deus.
Professor Ricardo Augusto Felicio

Fonte: https://conexaopolitica.com.bexclusivo/carta-do-prof-ricardo-felicio-aos-pais-e-filhos-da-nacao-brasileira-por-que-nao-devemos-nem-sonhar-em-acreditar-em-greta/
submitted by SunTzuManyPuppies to brasilivre [link] [comments]


2019.09.20 11:26 Bullke Eu nao consigo desapegar.

Em julho de 2017 eu estava bem entediado com a vida, terceiro ano do ensino medio, ja tinha passado para uma faculdade particular boa, nao tinha muitos amigos e os poucos que eu tive, outra longa historia... enfim, tinder. Eu usava o tinder boa parte do tempo para zoar, nunca foi meu interesse conhecer absolutamente nenhuma das pessoas que eu dava match, mas usava a minha foto mesmo assim, eu nao era babaca, so ficava mandando cantada idiota. Todo dia. A primeira frase que eu falava era "opa meu mel", eu era constantemente ignorado, mas as vezes alguem acabava respondendo. Minhas configuracoes eram para pessoas mais longes de mim (16km) e mais velhas (30-50) mas um dia uma menina de (supostamente) 19 anos apareceu na minha "timeline" (?), quem ja usou tinder sabe que nao e normal pessoas com idade tao destoantes da que voce setou aparecer, costuma ser like. Ela tinha um nome peculiar, era muito bonita, dei like e logo apareceu que demos match. Mandei o classico opa meu mel, esperando um belo block, mas ela respondeu "ola meu docinho". Comecamos a conversar depois disso e conversavamos o dia todo. Ela sempre me respondia rapido e era doce, era muito facil de conversar com ela. Descobri que ela estava gostando de mim pelo jeito que ela estava me tratando, algumas indiretas que ela postava, enfim, eu tinha tido poucas relacoes na minha vida, nunca tinha sentido nada demais por ninguem, eram todas paixonites, chamei ela no whatsapp e disse que EU gostava dela, queria ver uma reacao, ela disse que gostava de mim e que tinha medo de nao ser correspondida, eu fiquei meio chocado mas resolvi dar uma chance pra ela. Quando a gente comecou a ficar mais intimo nossa relacao ainda era virtual, isso durou mais ou menos 2 semanas (eu me sinto mal de lembrar disso tudo, minha visao chega a ficar turva) ate que marcamos de nos encontrar numa segunda ou quarta, eu costumava ter aula a tarde nesses dias e os pais dela trabalhavam dia sim dia nao, era perfeito. Quando eu cheguei na casa dela eu nao conseguia acreditar no que eu via, eu a achava linda, mas pessoalmente ela e a menina mais linda que eu ja vi na minha vida, ate hoje. Alias eu me lembro o dia que eu fui la, chequei no calendario e cai numa senguda feira, eu fui na casa dela dia 28 de julho de 2017. Ela era italiana, nascida e criada ate os 8 anos la, estava com uma camisa preta escrita i love roma, era romana. Tipo aquelas i love ny. O meu primeiro instinto foi agarrar ela e beijar, era completamente reciproco. Ficamos minutos sem falar, abracados, foi diferente de tudo que eu ja tinha tido. Eu entendi o que era amor, o que e esse negocio que queima no peito, bom... eu fiquei na casa dela ate as 6 horas da tarde, fui para a minha e meu mundo estava diferente. Eu tava sentindo as coisas diferente, eu tava mais feliz, eu nao consigo explicar, mas volto a falar sobre isso mais tarde. Conversamos e concordamos em me apresentar para a familia dela dia 4 de agosto, iria ter uma festa de aniversario da avo dela, eu sou muito timido (obvio, escreve sobre problema na internet) mas eu estava disposto a passar por qualquer coisa. Os pais dela eram pessoas bem legais, o pai era italiano e a mae brasileira, pessoas otimas. Quando estavamos a caminho do aniversario notei que estavamos no bairro do meu melhor amigo, como voces estavam prevendo, ela era parente dele. Ela manteve isso de surpresa, mas em uma das fotos que eu usava no tinder ele aparecia comigo, era uma foto bem idiota mas ela guardou pra me contar quando fosse ser mais engracado (palavras dela). Eu estava constrangido mas feliz, daquele dia apenas memorias doces. Nos nos acostumamos a nos ver 2x-3x por semana, eu fui o segundo namorado dela e perdemos a virginidade juntos, nao tinha como ser melhor do que aquilo. ATEEEEEEEEEEEE QQQUUUEEEEEEEE................ Um dia ela estava aqui em casa com o celular na mao falando com um amigo, eu li no celular dela pelo reflexo do oculos um nome, ela disse que ele era um amigo e a principio eles nao passavam disso, mas eu ja sabia que ele gostava dela. Ela era sempre bem aberta, nao tinha percebido que ele gostava dela, tanto que eu avisei. Eu nao era ciumento, eu confiava plenamente nela. Ela era prima do meu melhor amigo e uma mulher que eu idealizava. Tava tudo perfeito. Ela comecou a dar algumas desculpas no meio da semana, disse que tinha uns trabalhos etc. Eu desconfiava que ela estava me traindo, com 3 meses de namoro. Eu tava certo, mas bem... o inferno comecou. Eu sempre dizia que ela estava me traindo, argumentava e mostrava tudo, ela negava e fazia teatro. Mesmo assim eu ainda a via como a mulher mais linda que eu ja vi, ainda penso isso. Ainda tenho algo aqui dentro, nao diria que e amor mas continuando, nossa relacao maravilhosa comecou a ficar toxica. Muito toxica mesmo. Cheguei a invadir o celular dela, ela me traia descaradamente. Nos moravamos longe um do outro, sou de uma cidade de 600k habitantes, ela mora numa ponta e eu na outra. Era facil e conveniente. Um dia eu tomei banho, peguei meu celular e sai para a casa dela, era um dia que ela ia "fazer um trabalho" a tarde, tentei ligar pra ela, sem sucesso, mas ja estava a caminho, entao, foda-se. Toquei sua campainha, ela demorou pra abrir, entrei meio abafado, disse que queria deixar algo no quarto dela e ir ao banheiro. A casa dela era pequena, isso me dava desculpa para ver quase tudo. Passei e vi o quarto dos pais dela com a cama baguncada. Era onde nos transavamos, a cama era de casa, e o quarto dela de porta fechada. Ela entrou na frente e disse que nao queria que eu entrasse, eu disse ok e me virei, quando ela deu mole eu passei por ela e encarei a porta. Ela segurou meu braco e me chamou pelo nome do menino. Eu olhei pra cara dela com nojo, ela com medo, ela tentou me segurar e essa foi a unica vez que eu fiz forca contra ela na minha vida. Eu dei um arrancao, puxei meu braco violentamente e abri a porta. O menino estava sentado na cama dela, com uma cara de sarcastico. Eu nao apago essa porra. isso foi mais ou menos no 4 mes. Eu era bem toxico, mas a unica coisa que eu sempre pedi pra ela foi pra se afastar DESSE cara, eu sabia que nao ia ser bom, mas acho que ela me usou de degrau. por um segundo minha visao ficou embacada, eu soquei o rosto dele e parti pra cima, ele segurou meus bracos e disse que nao ia brigar comigo. Eu demorei uns 20 segundos ate parar de me debater e me acalmar um pouco. Me levantei e so queria ir embora, nem queria a alianca. Tinha dado para ela um anel de prata de 4 meses, eu jurava para todo mundo que seria ela, eu tinha certeza. Ela guardava uma garrafa de Mountain dew que eu dei pra ela, eu vi depois que me acalmei. Ela era contraditoria, me traia mas tinha pequenos gestos de amor genuino. Enfim, ela se botou na frente da porta e nao queria me deixar sair. Ficamos gritando, eu ameacei ir bater no menino, QUE AINDA ESTAVA NA CASA, ela disse que nao ia sair e que era pra eu bater nela, etc etc. Eu nao fiz nada. quando ela saiu da frente, depois de muita descussao, eu pedi o anel que tinha dado de volta, ela estava usando ele. Ela nao queria me dar, mas eu disse que tinha acabado e que aquele anel nao pertencia a ela mais. De novo, depois de muito grito e briga, ela me deu o anel, que imediatamente isolei, na frente dela. Tentamos de novo pois eu realmente a amava, ela acreditava que me amava, mas nao havia mais confianca. ela tinha de fato se afastado do menino dessa vez, como eu pedi, mas eu nao confiava mais nela. Ja tinha dado. Terminamos num domingo, nao quero me lembrar do dia, mas desde esse dia eu sinto falta dela. Eu fiquei com raiva e tivemos brigas horrorosas depois do termino. A mae dela descobriu que eu a chamei de puta, eu sempre omiti pra ela que a filha dela tinha me traido pq eu nao queria magoar a mae dela que era extremamente conservadora mas eu nao tava mais ligando, nao depois que eu fui apontado como o vilao. Eu recebi uma mensagem de texto da mae dela dizendo que tinha me tratado como filho etc que fui mal agradecido e que eu nao tinha o direito de falar assim da filha dela bla bla bla. Me bloqueou no whatsapp. Espumando de raiva, eu mandei um sms contando o nome do menino, dizendo que ela ia aparecer com ele logo mais, e que ele sempre foi o motivo das brigas, ela ficou sabendo quando terminamos da primeira vez, a menina quebrou um copo de raiva na pia segurando. Acompanhei ela pro medico nesse dia mas nao falei nada sobre isso com a mae dela, deixei ela falar antes, achava mais justo. O meu sms parecia uma profecia, que se concretizou como eu previ. Ela me desbloqueou pra me dar feliz aniversario, natal, ano novo e carnaval. Acho que ela notou quem era quem ne? Eu hoje estou namorando uma menina que sabe do meu trauma, me aceita, e e muito boa. Mesmo. Ela nao sabe que eu ainda sinto algo por essa outra menina, mas eu nao trairia ela por motivos obvios. Eu sou super carinhoso e a amo, mas lembra no comeco quando eu disse que sentia o mundo diferente quando eu comecei a namorar a primeira menina? Pois e, agora que tinhamos terminado eu literalmente sentia as coisas ao redor de forma diferente, quase como se tudo tivesse fora do lugar ou como se eu tivesse sido teleportado pra outra realidade. Ate hoje sinto um vazio e diversas vezes sinto saudade dela, creio que foi meu primeiro amor e quem sabe o maior, mas nao me impede de amar de novo. Eu fiz coisas terriveis pra ela mas que nao se compara com o que ela fez comigo. Minha atual namorada sabe da historia toda. Ela e um grande pilar e me da muita forca mas por algum motivo eu sinto uma vontade autodestrutiva de trazer minha ex pra minha vida. Ela agiu de forma completamente irrelevante sobre o que ela fez, e isso me trouxe uma dor extrema. Faz 2 anos que, TODOS OS DIAS da minha vida eu penso nela. Eu nao a trocaria pela minha atual, nem em um cenario hipotetico, mas eu sinto que eu tenho muitas pontas soltas com ela. Enfim, nao sei, eu me contradigo bastante, tita da terra,
submitted by Bullke to desabafos [link] [comments]


2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
submitted by YareYareDaze007 to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.09.13 06:03 lucius1309 TALVEZ UM POUCO DE CADA COISA


Quando seu cabelo está queimando e você não acredita que essa merda está acontecendo justamente com você. Logo você, que mamãe sempre disse que era especial, que papai sempre pegava no colo como se fosse melhor do que os outros coleguinhas do jardim de infância. Isso por que ele queria que você fosse sempre o melhor mesmo. Desde pequeno. Justo você que sempre achou que era diferenciado de todos os outros, e conforme os anos foram passando, viu que era só uma pessoa mediana e regular, com uma vidinha mais ou menos e que, assim como todos os outros, se encontrava somente em uma situação: na merda.
No desenrolar dos anos seguintes, sua auto estima foi baixando e você tentou fugir em memes na internet, rodinhas de intelectuais tomando cervejas em bares limpos, rodinhas de pinguços velhos em bares sujos, masturbação excessiva e sem tesão algum, roupas diferentes, cabelos diferentes, tatuagens, piercings, bandas não conhecidas por mais ninguém além de você, selfies postadas em redes sociais com o objetivo de resgatar a sua auto estima através de estranhos massageando seu ego com likes e coraçõezinhos, relacionamentos que nunca davam em nada além de mero sexo casual e que não duravam mais do que dois ou três meses. Você então percebeu que sua vida era um fardo, assim como a vida de todos os outros ao seu redor, e que estar vivo era uma atividade cansativa e ocasionalmente prazerosa. Não que uma morte dolorosa fosse desejada, mas morrer dormindo e sem sofrimento já não era visto com maus olhos.
Lembra de quando você tomou seu primeiro fora? Aquela garota era uma vagabunda, ela só queria três caras montando em cima com as rolas apontadas pra todos os orifícios possíveis e ficar com o cu todo melecado de porra. Ela não te amava, nunca te amou. Esteve com você enquanto não aparecia coisa melhor. E não demorou muito pra aparecer, e ela foi fazer o correto: se afogar na putaria num mundo vazio de amor. Você então descobriu o álcool e lá ficou por muitos anos, viu que a vida poderia ser mais suportável, se afastou de tudo e de todos e se afundou nos livros, descobrindo narrativas que te colocavam num mundinho perfeito e que não existia fora das páginas e dos personagens. Não demorou muito e você resolveu começar a se arriscar nisso, se deu muito bem, batia sem parar naquela máquina de escrever esperando que algo de bom acontecesse, e no fim das contas, nunca aconteceu.
Você terminou como todos os grandes gênios terminam: cara inchada de lagarto, cabeça careca, barriga grande e pés fedorentos pelo excesso de cachaça. Não havia mais nada a dizer, somente a sentir. Palavras já não eram mais o bastante, e, a partir de então, você começou a quebrar as coisas da sua casa quando ficava de fogo, depois partiu pra quebrar copos na cozinha, e por fim, quebrou uma garrafa de 51 na cabeça de um cara que nunca viu na vida, pegou a cabeça dele e bateu no chão com força, inúmeras vezes. O sangue escorreu pela rua em direção à guia e à calçada, e quando você saiu correndo dali ele estava desmaiado. Não deu pra ver se estava respirando. Voltou então pra casa e pra garrafa, e até hoje evita falar sobre isso. Você pode ter matado um cara. Já pensou nisso, Carlos?
Como você vai conviver com essa coisinha na sua cabeça o resto da vida? Ao menos a ti resta o benefício da dúvida. Pode ou não pode ter acontecido o pior. Nunca saberemos.
Eu coço a barriga e tomo quatro litros de água nos dias quentes enquanto penso em você, Carlos, e em tudo o que fez e deixou de fazer, e o quanto você realmente viveu enquanto muitos apenas vegetam por aí, vagando como zumbis sem um real propósito, e enquanto bato esse texto eu lembro de tudo o que você sofreu, das noites em claro se afundando em cocaína, vodka e punheta, das ruas vazias e silenciosas, das paredes azuis que gritavam desespero no seu quarto de cinco metros quadrados, da lousa que você tinha pendurada e que escrevia frases de efeito quando estava muito louco. Da falta de amor próprio e da falta de empatia por qualquer outro ser humano. Dos dias frios em que as madrugadas se passavam nas ruas, subindo em favelas atrás do próximo pino, debaixo de chuva, de chinelos e bermuda.
E agora isso, Carlos. Agora isso.
Agora todos estão ao seu redor. Todos querem sua presença. Todos querem festejar com você mais um aninho de vida. Onde eles estavam antes? Onde eles estavam antes? Você se pergunta. E me pergunta. E te deixo sem resposta.
Eu também não sei.
Só sei que de uma hora pra outra uma pessoa se torna muito especial para as outras, e as outras meio que por milagre, esquecem de tudo o que essa pessoa fez, como se ela tivesse sido uma santa a vida toda, e querem que seja passada uma borracha no passado. Mas você lembra de tudo, né Carlos? Você nunca vai esquecer. Eles não estavam lá, mas você estava. E por isso, nunca vai esquecer.
Não que faça alguma diferença pros outros, mas pra você eu sei que faz diferença sim. Sua esquizofrenia agradece o carinho do público, mas também rejeita a mãozinha na cabeça.
Nada faz sentido quando é simplesmente escrito e não vivido. Mas infelizmente ainda não é possível de fato viver o que o outro viveu. O que as pessoas tem de nós são apenas representações, são apenas visões externas que tentamos passar do que sentimos por dentro. Mas, de fato, elas não sabem de nada.
Pessoas não sabem de nada. Nunca saberão.
Enquanto o mundo continua em uma guerra polarizada politicamente, socialmente, economicamente, e todos os outros "mentes" possíveis e impossíveis, você segue sendo mais um regenerado com um passado obscuro demais pra mexer. Vergonhoso demais. Doloroso demais.
Você sabe que tem que revirar ele de uma forma direta e objetiva, jogar ele todo no papel pra se deparar com essa dor e finalmente abdicar dela, mas você, Carlos, ainda é o mesmo covarde de sempre. Cusão. Medroso.
Você não consegue fazer o simples pra mais da metade da população mundial: colocar seu passado num papel.
Sua mente é sua principal inimiga. Ela faz questão de querer te jogar contra si mesmo. Talvez seja só esquizofrenia. Talvez seja insônia. Talvez não seja nada.
Espero que não seja nada.
submitted by lucius1309 to desabafos [link] [comments]


2019.06.12 04:42 Daniquelen São as pequenas coisas (e grandes)

São essas malditas pequenas coisas que me deixam feliz ou triste a ponto de querer me sufocar em mim mesma. E eu odeio me sentir dodói.
Eu odeio quando eu preciso conversar mais simplesmente não tenho com quem falar, não tenho em quem confiar ou certeza do que vai acontecer depois. Eu odeio a minha mesma mania de ser egoísta, de não saber dividir, de querer a atenção só pra mim, de querer ser a motivação dos outros pra continuarem tentando quando nem mesmo eu quero continuar tentando. E pior, eu sempre quero ser a ÚNICA coisa que motiva a vida de alguém; PARABÉNS, QUERIDA EU, VOCÊ VAI ACABAR MATANDO ALGUÉM.
Isso também se aplica a mim, a essa péssima mania de me apoiar em uma unica pessoa e querer que ela seja suficiente pra curar o que quer que seja em mim. Olha que eu nem sei se tem algo pra curar aqui. Eu sei, eu tenho que arranjar motivos pra tentar ser melhor por mim mesma, EU TENTO PRA UM CARALHO ver as pequenas coisas boas na minha vida, no mundo e ao meu redor. Mas tudo que eu vejo é uma podridão sem fim, - e talvez ela seja até causada por mim mesma - um ambiente desprovido de qualquer cor, apesar de que eu sempre tento me concentrar e sentir a brisa trazendo o cheiro da grama, da terra molhada, das flores e ouvir o canto dos pássaros. É por isso que eu quero dar o fora daqui, eu quero me sentir livre dessas correntes que me prendem a algo que eu simplesmente não sou e inconscientemente me obrigo a ser, porque no final eu não vou conseguir salvar ou ajudar ninguém se eu mesma não me ajudar. Se eu não for leve e livre pra isso. As vezes, eu me sinto como um cavalo selvagem que tá preso a algum poste, e eu quero cavalgar, eu quero voar como um pássaro que passou anos na gaiola e não esqueceu como voar. Eu quero colocar o pé na estrada e conhecer o mundo afora, esse é o meu lugar.
As vezes, eu me sinto solitária. Mas não é como se ninguém ligasse pra mim ou coisa do tipo, é simplesmente porque eu não deixo ninguém entrar, seja lá qual for o motivo pra isso, enche o saco. Hoje eu precisei muito de alguém pra dizer o que tinha acontecido, só pra chorar no ombro ou qualquer coisa do tipo, eu precisava que alguém preguntasse "O que aconteceu?". Mas eu não ia responder, e não tem como ninguém adivinhar nada, se eu sei fingir muito bem que tudo tá "muito bem, obrigada". E eu caio novamente no meu imenso egoísmo e orgulho, talvez sejam os dois essas correntes que tanto me prendem, essa necessidade de ser algo insuperável na vida de alguém e fazer uma birra colossal se eu não me sentir assim. É verdade, eu ajo como se eu fosse a dona da verdade e não me importo com a opinião dos outros, ou pelo menos não me importava, até chegar uma pessoa e ser isso tudo pra mim. Ser importante, ser relevante, ser algo que eu realmente ame e faça de tudo pra agradar, ficar perto, fazer ficar melhor, etc. Eu nunca achei que esse tipo de coisa fosse um erro, sempre achei que as vezes as pessoas precisam de ajuda pra conseguirem superar algo ou alguém pra servir de apoio.
E essa pessoa tem problemas psicológicos, e eu tenho um medo muito grande de tratá-la como eu projeto dessa minha necessidade de ajudar alguém. Porque dessa vez, não é só um pensamento, não é uma fantasia, eu realmente preciso ajudá-lo. E eu tenho medo de não conseguir, eu tenho medo de perdê-lo pra sempre e novamente toda a minha vida ser baseada no nada, sem ninguém pra me firmar ou contar, conversar. Eu encontro dois lados nessa moeda, a parte de mim que sempre me diz que não da pra carregar o mundo inteiro nas costas, e a parte que me diz que se eu não mantê-lo, não vai existir mais mundo. O que eu to querendo dizer é que, eu me sinto extremamente culpada toda vez que ele diz que passou por uma crise ou que teve vontade de morrer, e eu sei que eu vou me afogar nisso porque é uma coisa que vai muito além de mim. Ele vai precisar de outros motivos, de outras coisas, e talvez eu ainda seja boba, imatura e egoísta demais pra dividir algo na vida dele. Vê como o que eu falei lá encima se encaixa? O grande problema é que se ele cair, eu caio. Eu não sei o que fazer e isso me assusta demais, tanto pelo meu amor por ele tanto pelo meu orgulho, o que me deixa extremamente confusa.
Eu não sinto um vazio dentro de mim, mas eu sinto como se eu fosse um buraco negro que suga coisas pra se preencher e uma hora vai sumir, ou explodir, ou ruir. É só que puta merda, eu não me orgulho nem um pouco do que eu sou mas fico feliz em estar tentando - mesmo que não esteja conseguindo - ser algo ou alguém melhor. Espero do fundo do meu coração que ele também supere isso, e que ele seja feliz, que fique vivo, mesmo que eu não seja a razão pra isso. Não quero que ele me abandone quando perceber a louca que eu sou. Não quero que ele me abandone nunca. Apenas se isso for o melhor pra ele.
Eu também não posso contar com os meus pais porque eu tenho muitos problemas familiares difíceis de serem resolvidos, só que isso é história pra outro post. Obrigada por ler, eu me sinto muito melhor escrevendo isso.
Obrigada.
submitted by Daniquelen to desabafos [link] [comments]


2019.03.17 17:43 lizziehope Sendo um menino

Estava tentando passar despercebida entre os mundos, percebo uma pequena diferença de conflitos enquanto menino, então permaneço assim. Era a melhor sensação, olhar, não me julgar, julgar e refletir sobre coisas muito maiores e melhores que qualquer um ali. Nunca realmente ligando para o que os outros gritam ao redor. A política, para mim, poderia explodir. Gostaria de evoluir minha arte, conseguir dinheiro com ela, mas lembro de todos os pequenos artistas que vi enquanto caminha por nova iorque, eram pequenos, mas gigantescos comparados a mim. O meu "Sorry" era engraçado para eles, tanto para outros que ao menos perguntaram: "Você fez algum curso?" Queria poder dizer: "Meu curso é o inglês vivo e dominante no meu país, que faz com que eu entenda pouco dele, para continuar sem entender o que eles dizem para apagar a nossa própria evolução". Vídeos clipes, filmes, músicas. Eu sonho e danço em um futuro que, mesmo distante, ainda tenta chamar atenção. Talvez a polícia cósmica pare minha nave vez ou outra, dizendo: "Não dê spoiler". Quanto mais eu penso nisso, mais eu tento voltar para um garoto, então sinto que sou gay. Era fascinante não sentir mais o conforto, talvez a homossexualidade machuque ainda... Não sei. Dou risada, minha ironia é tão seca que sente a maldade e ainda se faz de má, para que a superioridade nunca chegue a me dar alguma coroa. Se eu escrevi errado, se eu pensei errado, se eu não limpei meu pé, ou se eu não consegui alcançar um Deus. Tanto faz, quanto mais paparazzis, melhor ou pior o futuro? Talvez eles saibam como voltar no tempo em que eu sou famosa no futuro, estejam querendo zombar de mim. Como uma falha no futuro, ou apenas uma grande e maravilhosa heroína, com uma voz que cantou e ninou almas que estavam doentes. Ou então, com minhas palavras, talvez eu os levei para um mundo meu, novo e coagido a ser melhor. Eu não pretendo ser melhor que ninguém, mas, com isso, sonho em ter dinheiro o suficiente para não ouvir mais nenhum grito. Eu giro no meu próprio grito, qual é o meu giro? Será que serei escritora? Ou uma diretora? Uma atriz, uma cantora? Talvez eu leia o futuro como uma cigana, ou viaje o mundo. Talvez eu consiga amar alguém, talvez alguém consiga me amar também. Tudo que se junta, não é para um único sinal de amor, mas um sinal grande, para meu próprio ego. Compor o som da cidade é difícil, ouvindo gritos. Escrever o coração da cidade é dificil, ouvindo os pecados. Dizimar é difícil ouvindo a pobreza. É difícil ouvir a pobreza? Eu queria também poder manipular tão bem quanto vocês, mas queria poder livrar o mundo dessa manipulação tosca e insana. Servirá a quem servir, não posso mandar mensagens endereçadas. Se conseguisse ao menos ouvir a voz da pessoa, ou sentir o calor de suas lembranças como um falso brilho em uma casca morta. Como queria poder ser uma anônima, mas anonimamente mando coisas que nunca serão contadas se eu não assinar meu nome embaixo. Assinei um cheque, muito cheio, mandei para meus pais. Estamos todos destinados a ser uma família unida de novo, apenas por mensagens. Não consigo ir vê-los, mando que comprem uma passagem e venham para minha casa. Eles nunca viajaram para cá, talvez seja a primeira vez que terei que aguentar minha família por muito tempo. No Brasil, era um caso a parte, mas aqui as pessoas são mais calmas e educadas. Não escuto gritos enquanto nado na minha piscina, dá sono ouvir a inveja, por isso continuo a nadar. Levanto, meus pés tocam no fundo com dificuldade. Era um sonho, o meu sonho, ter uma casa cheia de coisas para fazer, espaço, conforto. Subo as escadas, molha, mas eu não preciso secar. Lá em cima, encontro ele, há quanto tempo ele está ali lendo aquele livro? - Meus pais estão vindo, não entendem bem inglês - Tento parecer não muito superior com meu tom, ele odiava isso. - Entendi, podemos leva-los para algum restaurante, ou não... - Vamos encomendar algo para comer, depois eu pego o carro e vou mostrar a praia daqui - Continuo arrumando meu cabelo e me vestindo, naturalmente, como nunca mais. - Está esperando algo de especial? Respiro fundo, olho para aqueles olhos intensos. Não consigo descrever o quanto amo aquele homem, mas consigo entender o quanto estamos acabados por dentro. - Não. Vai ser como outra visita qualquer. Mas agora é minha família e eles vêm acompanhados e essas pessoas psíquicas são muito curiosos e, espero muito, que quando eles forem embora, os curiosos também saiam. - Cristãos já se acabaram faz tempo - Sinto sua mão puxando minha cintura e ele me beija no pescoço - Vai ficar tudo bem. - Você sempre sabe o que fazer, mas eu ainda estou preocupada com quem realmente é o culpado da perseguição... - Não vamos falar mais sobre isso. Esqueça de tudo isso. Você é rica, gostosa e inteligente para um caralho... - Se você não consegue resolver, deixe com os profissionais - Pego a arma em cima da mesa, coloco dentro da pequena bolsa preta que carrego - Um dia, eu ainda consigo fazer você entender o quão chato são as vozes das abelhas que grudam em você e invejam a proximidade - Passo a mão em sua coxa e sinto a merda de um olhar distante - Vou ir pro trabalho, não se esqueça de comer e... Ah, sim. Pedir comida. Não lembro... Estou confusa. Até. Com os olhos confusos ele tentar achar o sentido em minhas palavras, beijo sua testa e vou embora. Era seco, era frio e doía, mas era um fim que sempre chega.
submitted by lizziehope to u/lizziehope [link] [comments]


Quando tudo cai ao meu redor - YouTube Série - TUDO POR AMOR - YouTube Ariano Suassuna • Ao Redor do Buraco Tudo é Beira - YouTube O amor transforma tudo ao seu redor (Motivação) - YouTube Your Song - Ellie Goulding Musica Católica: Acreditar no Amor - Vida Reluz O que é o amor para os Turcos? O Amor Incondicional

O amor que conduz à vida — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de ...

  1. Quando tudo cai ao meu redor - YouTube
  2. Série - TUDO POR AMOR - YouTube
  3. Ariano Suassuna • Ao Redor do Buraco Tudo é Beira - YouTube
  4. O amor transforma tudo ao seu redor (Motivação) - YouTube
  5. Your Song - Ellie Goulding
  6. Musica Católica: Acreditar no Amor - Vida Reluz
  7. O que é o amor para os Turcos?
  8. O Amor Incondicional
  9. Divina de Jesus - Ao Meu Redor

O verdadeiro amor muda totalmente nossa vibração áurica inundando tudo ao nosso redor com a verdadeira luz superior. Essa luz irá provocar grandes mudanças em nossas vidas e em toda forma de ... Ela mostra que Deus está sempre presente ao nosso lado, mesmo quando achamos o contrário, para nos amparar e nos conduzir com Seu amor. Podemos perder tudo, mas nunca devemos permitir perder o ... QUANDO TUDO CAI AO MEU REDOR Salmos 107: 1 - Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre. Quando você sente que está passando por lut... No entanto, essa não é a realidade na grande maioria dos relacionamentos que vemos ao nosso redor, que geralmente envolvem desarmonia, tristeza, conflito e ódio. ... TUDO POR AMOR - 3 de 6 ... trecho do evento promovido pelo SINPROSP em 29/09/2011 íntegra https://youtu.be/HuRc-UVxIbk Ariano Suassuna (1927 - 2014) foi dramaturgo, romancista, poeta... O amor transforma tudo ao seu redor (Motivação) Esse vídeo é um comercial incrível da Tailândia que te faz refletir. O que você quer pra sua vida? Um lindo e... Porque é isso: quando sorri, eu tenho a impressão de que apertaram o interruptor que acende o sol, pois tudo clareia ao seu redor. Quando fala, eu tenho a impressão de que toda a vida canta a ... Só o teu amor, só, só o teu amor muda tudo ao meu redor Só o teu amor Senhor! Acreditar no amor! Dentro de você existe algo bom! ... Nem sempre é um caminho a mais Pra realmente ser feliz Larguei tudo no Brasil para descobrir o que é o amor ao redor do mundo. Viagem no maior estilo aventura: mochilão, pouco dinheiro, conhecendo muita gente... Em todos os lugares eu pergunto: o ...