Estatísticas namoro

3) O tempo de namoro deve ser uma maravilhosa experiência social, não é somente um tempo para beijinho e abraços, se não, para fazerem juntos, as coisas para o Senhor. 4) O que ñ fazem para o Senhor durante o namoro, não faram nunca de casados, já que o diabo lhes fará acreditar que somente serão mais espirituais depois de casados. Estatísticas APAV Linha Internet Segura 2019 Estatísticas APAV 25 Anos em Números 1991-2016 Linha de Apoio à Vítima Nov_2014 / Dez_2015 . Relatórios por Gabinete de Apoio à Vítima 2018 . GAV Albufeira GAV Alto Alentejo Oeste GAV Braga GAV Cascais GAV Coimbra GAV Faro GAV Lisboa GAV Loulé GAV Odivelas GAV Oeiras GAV Paços de ... Beatriz Olivon (Valor, 22/07/2020) informa: advogados de família relatam aumento na procura por contratos de namoro durante a pandemia. Muitos casais que não têm a intenção de formar uma família, mas decidiram passar o isolamento social juntos, buscam documentar a relação para evitar problemas. Com a medida, é possível afastar a união estável e discussões… O pedido de namoro de Daniel Guerreira a Soraia A universidade é considerada um período transicional que tem sido marcado por atos de violência (Gama, 2016). De acordo com Karakurt, Keiley e Posada (2013), citado por Antunes (2016), a violência no namoro ocorre com uma maior frequência nos estudantes universitários, em comparação com a restante população. de violência no namoro, e compreender, por exemplo se algumas delas poderão ser de violência reativa. De todo o modo, este questionário é fundamental para que melhor se compreendam as perceções dos/as jovens sobre a violência no namoro a nível nacional e para que sejam desenvolvidas estratégias políticas adequadas a esta realidade. Relações Violência no namoro atinge 56% dos jovens. Na maioria (92%) das denúncias, as vítimas são do sexo feminino. Foto: Arquivo/Global Imagens Com etatítica de namoro tirada de uma enorme variedade de pequia e etudo científico, podemo abordar a quetão de como coneguir uma namorada, entendendo como o mundo do namoro funciona na. Conteúdo: Estatísticas de Relacionamento; 17 Estatísticas de namoro; 7 Estatísticas de namoro no namoro on-line; 10 Estatísticas do casamento A Pordata, projecto da FFMS, é uma base de estatísticas certificadas sobre Portugal, seus municípios e Europa. De acesso gratuito inclui dados relativos a um vasto número de temas de sociedade. mDates é o Aplicativo de Namoro certo para você que está procurando mulheres de 35 anos ou mais. Aqui é onde você encontrará mulheres maduras. Nestes tempos modernos, mulheres maduras são autodeterminadas e estão em busca de exatamente elas querem como indivíduos.

Feedback sobre texto

2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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2018.02.10 09:38 reinhardtwilhelm-rj Minha esposa foi diagnosticada com câncer

A gente recebeu a notícia na segunda-feira.
No começo do mês, ela sentiu um caroço no seio e ficou preocupada. Uma das coisas que mais me acalma é me agarrar à estatísticas. Não fiquei falando aquela frase inútil de "tá tudo bem, fica tranquila", mas ressaltei que estatisticamente a chance daquilo ali ser um carcinoma era pequena. Ela foi ao médico, que recomendou uma série de exames. Eventualmente, chegamos à biópsia, que foi realizada na semana passada.
A mastologista dela ligou na segunda dizendo que precisava falar com ela o quanto antes e que havia conseguido um encaixe na agenda à tarde. Minha esposa me avisou por Whatsapp, eu liguei o foda-se e meti o pé do trabalho na mesma hora. Eu fui do Centro à Tijuca com a cabeça a mil. A conclusão mais óbvia é que uma urgência dessas tinha que ser um diagnóstico de câncer, mas eu tentava me dizer que não, que talvez a médica só queira tranquilizar minha esposa.
Quando entramos no consultório, veio o diagnóstico de câncer de mama. Me segurei para não chorar na hora e minha esposa ficou em prantos, despedaçada. A médica pediu uma bateria de exames que estão sendo feitos nesta e na próxima semana, mas ressaltou que provavelmente teremos que fazer a mastectomia em março + quimioterapia ao longo do ano. Os exames dos próximos dias vão confirmar ou não se será esse caminho ou se a doença se espalhou para outras partes do corpo.
Eu sinto que nossa vida ficou de pernas para o ar, sinto que a vida traiu a gente de alguma forma.
Eu passo boa parte dos momentos em que estou sozinho pesquisando sobre taxas de sobrevida de pacientes com câncer de mama, sobre o fato dela ter menos de 40 anos aumentar bastante as chances do câncer ser mais agressivo e/ou ter se espalhado por outras regiões do corpo, fico jogando no Google cada detalhe do exame dela para ver se acho mais informações. E tudo o que eu leio só me deixa mais nervoso.
Eu sei que faz parte da vida aceitar nossa mortalidade, mas a sensação de ver a pessoa mais próxima de você passar por isso e as incertezas nesse período de exames - que vão confirmar ou não se o câncer se espalhou por outras partes do corpo - são devastadoras. Parece que a gente ganhou o pior prêmio possível na loteria genética.
Junto disso, vem uma porrada de coisa. O medo dela de fazer a mastectomia e ter o corpo mutilado, as altas chances de fazer quimio nos próximos meses e os efeitos disso no corpo, a infertilidade decorrente do tratamento, a grana altíssima que é para congelar alguns óvulos dela, as perspectivas profissionais, as incertezas, o medo da morte.
O que até semana passada era uma vida perfeitamente normal e com dificuldades bem pontuais virou um monstro no qual eu não consigo parar de pensar. Eu sei que tudo isso está sendo dez vezes mais barra para a minha esposa do que para mim, mas eu estou bem apavorado e sem saber o que fazer. Eu me sinto sem chão.
De vez em quando eu passo horas ou quase um dia inteiro tranquilo. O câncer vira meio que um pesadelo, uma memória ruim de algum filme, uma informação errada. Vira algo distante. Eu trabalho, faço meus exercícios, ando de bike, corro, vejo uma série, jogo videogame. Mas aí a lembrança do que está acontecendo e o que está em jogo vem e destrói a porra toda. Eu fico trêmulo, sem ar, choro, sinto as extremidades do meu corpo congelarem.
Eu já percebi nesses poucos dias que manter a rotina inalterada ajuda muito, mas ao mesmo tempo me sinto egoísta por estar tentando ativamente não pensar em algo que pode matar a mulher que eu amo nos próximos meses ou anos. Sim, tem uma grande chance de ficar tudo bem depois desse ano mas o "e se" negativo me apavora demais.
A gente se conhece desde a adolescência, estudamos juntos e nos reconectamos quando estávamos terminando nossas faculdade. Já temos oito anos juntos, contanto namoro e casamento, mas nos conhecemos há 15 anos. Eu não consigo me ver com outra pessoa que não seja ela, sinto que ninguém nunca me conheceu tão bem quanto ela. Estávamos planejando um filho para os próximos 2~3 anos e agora cai essa bomba nuclear na nossa vida.
Eu nem sei o que pedir aqui, além desse desabafo. Não sei quantos de vocês viveram isso de perto com suas famílias ou como conseguiram lidar com situações semelhantes. Eu estou completamente sem chão e tentado manter uma vida normal enquanto passo o dia fora acompanhando minha esposa em várias consultas e exames.
É tão irreal quando o câncer não só cai perto de você, mas dentro da sua casa e na pessoa que você mais ama, que é difícil lidar com isso e aceitar a própria realidade.
Ps.: preferi jogar isso com uma alt aqui porque algumas pessoas aqui me conhecem pessoalmente pela conta principal e ainda não contamos isso para todos os nossos amigos e familiares.
EDIT: fiz o post e respondi a alguns comentários enquanto minha esposa dormia, mas agora que ela acordou vai ser difícil ficar de olho aqui. Obrigado mesmo pelo apoio, até a quem eu não consegui responder a tempo. Mais tarde, quando estiver só novamente, passo para tentar responder a todo mundo.
Obrigado e valeu pela energia positiva.
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155 Estatísticas de namoro [2019] - A Melhor Lista de ...

  1. Chaves - O Dia Dos Namorados 1979
  2. Namoro nem e nem?
  3. Yasmin Galvão - YouTube
  4. Chaves 9 Temporada Completa - YouTube
  5. Finland's statistics: Mariage, Divorce, Suicide
  6. Namorando uma Mulher 2018 - YouTube
  7. Chaves - O namoro de Seu Madruga (1975) - YouTube
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  9. Os dez princípios de um namoro cristão
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089 - LOOK AT ME HERE!!! / OLHA EU AQUI! ♥ Blog A Bela, não a Fera: www.abelanaoafera.com.br ♥ Twitter: http://twitter.com/carapinheiroo ♥ Instragram: http:/... Análise do Sorteio 1881, Palpites e Estatísticas para o Sorteio 1882 Nos Ajude a fazer o Canal e deixe seu Like se curtiu o conteúdo e também suas sugestões e criticas. Link para comprar ... Olá meus queridos amiguinhos! Muito obrigado, agradeço de coração por cada um que se inscreveu neste canal. Se por acaso você ainda não está inscrito, se ins... inscreva-se no canal novo filmes todos os dias Chaves - Estatísticas (Parte 1) 1978 by Paulo Cruz. 20:20. ... Chaves - O namoro de Seu Madruga (1975) by DozeCamp. 21:30. Chaves - Um banho para o Chaves (1979) A pessoa não trabalha e nem estuda? Estatísticas revelam que estas pessoas preferem ficar na casa dos pais, mesmo chegando a quase 40 anos. Vamos conversar sobre isso? Meu nome é Jaqueline ... Todos os dias tem vídeo novo no canal para vocês, Baunilhas!!! Deixem nos comentários opiniões de próximos vídeos 😊 _____... This feature is not available right now. Please try again later. Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube. Professor Felipe Aquino fala sobre Os dez princípios de um namoro cristão. ... 78 - LIVE CANAL CAFFE COM LEI. PT4 ESTATISTICAS FALSAS, PROIBIÇÃO DE AUTÓPSIAS, PORTARIA OMS - Duration: 10:32.